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domingo, 26 de fevereiro de 2012

Encenando Grandes Quadrinhos

Por Gabriel Guimarães



Nesta noite de fevereiro, acontece na glamouroso estado norte-americano da Califórnia a 84ª edição da entrega dos prêmios máximos da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, os Oscars. Fundada no ano de 1927 por indicação do então presidente dos estúdios da Metro-Goldwin Mayer, Louis B. Mayer, com o intuito de estimular a produção cinematográfica, que começava a atrair a atenção do público, a Academia realizou sua primeira edição em 1929, dentro do Hotel Rossevelt, de Los Angeles. Formada originalmente por 36 diretores e atores, atualmente, a apuração de votos compreende mais de 4 mil votos por parte de diversos profissionais do meio, dentre todas as funções envolvidas na produção de um filme, desde o responsável pela confecção de roteiro até os músicos, cujo papel para transpassar a intensidade da trama do filme é imprecindível.

Em virtude dessa grande premiação, os estúdios passaram a reorganizar a forma como a seleção de roteiros para virar filme era feita. Hoje, a possibilidade de disputar uma estatueta é capaz de qualificar um filme o suficiente para ser produzido, independente de sua temática. Estúdios procuram por fórmulas de produzir conteúdo de acordo com os padrões da Academia onde podem, a partir de livros consagrados histórica e culturalmente, roteiros inteiramente originais, ou mesmo nas histórias em quadrinhos.

Paul Newman concorreu ao Oscar
por sua atuação na adaptação
de "Estrada para Perdição"
Ainda que não haja uma grande quantidade de premiações para filmes baseados em quadrinhos por parte da Academia, isso não quer dizer nada acerca da qualidade dos que alcançaram esse patamar. Seja por categorias consagradas ou por questões relativas aos bastidores, filmes adaptados dos quadrinhos já alcançaram grande destaque na maior premiação do gênero cinematográfico do mundo. Enquanto o primeiro filme do "Superman" concorreu a 3 estatuetas, por melhor edição, música original e melhor mixagem de som, em 1978, a adaptação da história em quadrinhos dramática "Estrada para Perdição" concorreu em nada menos que 5 categorias (ator coadjuvante para Paul Newman, melhor direção de arte, melhor trilha sonora, melhor som e melhor efeitos sonoros), além de ter ganho o Oscar por melhor fotografia, em 2003 (essa obra especificamente já foi comentada aqui no blog antes).

Responsáveis pelos efeitos especiais do filme "Homem-Aranha 2",
John Dykstra, Scott Stokdyk, Anthony LaMolinara e John Frazier,
respectivamente, após receberem as estatuetas
Independente de seu gênero, os quadrinhos já estiveram presentes de forma destacada nesse grande cenário da sétima arte, revelando faceta de atores que jamais haviam sido contempladas antes em nível tão particular, como foi a surpreendente interpretação do americano Heath Ledger em seu papel como o vilão Coringa, no filme "Batman - The Dark Knight", de 2008, vencedor de um merecido Oscar póstumo de melhor ator coadjuvante. Igualmente importante foi a relevância dos filmes de quadrinhos para as premiações de aspectos técnicos, relacionados a efeitos especiais e a designs gráficos espantosos para a produção de filmes. "Homem-Aranha 2", vencedor do Oscar de melhores efeitos especiais, em 2005, é um exemplo disso. Indicado também a outras duas categorias (melhor mixagem de som e melhor som), a sequência para as histórias do personagem mais carismático da editora Marvel chamou muito a atenção por sua riqueza visual em termos de composição e de cenas de tirar o fôlego.

O cinema e os quadrinhos possuem muito que oferecer um ao outro ainda, e esperamos sinceramente que essa relação seja ainda muito trabalhada, nas mais diferentes vertentes e maneiras imagináveis. Seja em IMAX ou em 3D, ou ainda no formato tradicional com o qual o cinema se consolidou, que o futuro nos reserve ainda muitos frutos dessa boa fusão de linguagens expressivas.

Arte para a divulgação do Oscar, feita pelo
desenhista de quadrinhos Alex Ross, em 2002

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Resultados e Comemorações

Por Gabriel Guimarães


Ângelo Agostini
Em 30 de janeiro de 1869, ocorria a primeira publicação do material do ítalo-brasileiro Ângelo Agostini, uma história apresentada através de imagens em sequência para gerar a compreensão lógica da relação entre elas. Essa história, "As Aventuras de Nhô Quim", publicada originalmente no jornal Vida Fluminense, constituiu um marco para a história dos quadrinhos enquanto meio de comunicação, e Agostini se tornou, dessa forma, um dos grandes precursores das histórias em quadrinhos tradicionais. Ainda que muitas vezes seja esquecido por alguns historiadores, como foi o caso na publicação do livro "1001 Comics You Must Read Before You Die", da editora americana Cassell Illustrated, Agostini apresentou cerca de 26 anos antes do americano Richard Outcault uma história com as mesmas propriedades expressivas com igual teor político estilizado, tal qual a produção do americano, as tiras "Down Hogan's Alley", mais tarde renomeadas a partir de seu personagem de maior destaque, "The Yellow Kid".

Para que a memória desse grande pioneiro não fosse esquecida, e seu legado pudesse manter-se ativo na memória de todos os profissionais da indústria dos quadrinhos, em 1984, a Associação dos Quadrinistas e Cartunistas de São Paulo instituiu este dia 30 de janeiro como Dia do Quadrinho Nacional, fato que até os dias de hoje é muito celebrado por todos os admiradores da arte sequencial brasileira. O blog "O Quadrinho" fez uma bela matéria em homenagem a Ângelo Agostini hoje que merece ser conferida, o que pode ser feito aqui.

Com a força que os quadrinhos nacionais vem recebendo nos últimos anos, em especial o esplêndido ano de 2011, o qual considero como tendo sido o ano em que foi apresentado o novo panorama dos quadrinhos brasileiros no Brasil dos Quadrinhos, o mercado cresceu muito, e os autores têm conseguido receber um pouco do reconhecimento que tanto merecem por seus esforços e talentos. Um exemplo disso é o grande roteirista paulistano Celso Menezes, que anunciou hoje o segundo volume da sua história "Jambocks!", sobre a participação do Brasil nos grandes conflitos militares internacionais. Tendo lançado o primeiro volume em 2010 através do programa de incentivo à produção cultural do estado de São Paulo, o ProAc, junto do excelente desenhista Felipe Massafera, a união desses dois grandes profissionais poderá ser novamente conferida no segundo volume da história, que trata da defesa do canal do Panamá realizada pelo exército brasileiro. Certamente, a história valerá a pena ser conferida.

Para comemorar esse dia, nós do Quadrinhos Pra Quem Gosta lançamos, há algumas semanas, a segunda promoção da história do blog, "Quadrinhos Pra Quem Gosta no Dia do Quadrinho Nacional". Depois de muitas inscrições de vários estados brasileiros, enfim, realizamos o sorteio de cada um dos prêmios, e o resultado foi o seguinte:

DVD "Superman - Um Pedacinho de Casa" - Nicolas Queirós (@nicolasqueiros);

DVD "Superman/Batman - Apocalypse" - Luis Henrique Garavello (@luisgaravello);

DVD "A Morte do Superman" - Victor Serpa (@victordequide);


Encadernado "Coleção DC 70 Anos: As Maiores Histórias do Lanterna Verde" - Vitor Silveira Pereira (@vitor655);


Livro "Reféns", autografado pelo autor Rafael Neves - Luciana Cristian (@L2CG);

Livro "Os Passarinhos e Outros Bichos", autografado pelo autor Estevão Ribeiro - Vinícius Cunha (@thevinil);

Livro "Intempol: Para Tudo se Acabar na Quarta-Feira", de Octavio Aragão e Manoel Ricardo, autografado pelo autor Octavio Aragão - Nina Rocha (@ninarocha);

Desejamos, portanto, os mais sinceros parabéns a todos os participantes, e agradecemos a todos os muitos parceiros do blog, que tornaram possível essa merecida premiação aos leitores do Quadrinhos Pra Quem Gosta. Os vencedores serão contatados pelo blog através de mensagens diretas no twitter e/ou e-mail, para que a entrega dos prêmios seja combinada de forma correta. Mais uma vez, muito obrigado pela participação de todos, e:

FELIZ DIA DO QUADRINHO NACIONAL!

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

3 Anos!

Por Gabriel Guimarães


Hoje é um dia de muita alegria para o blog Quadrinhos Pra Quem Gosta, pois, após muito trabalho e dedicação, o blog enfim alcança a marca de três anos de existência. Iniciado em setembro de 2008, o blog começou devagar, andando ainda de forma a encontrar seu exato rumo, a fim de cumprir seu grande papel: de permitir uma discussão mais aberta sobre esse meio de comunicação que todos aqui respeitamos e admiramos, as histórias em quadrinhos.

Contando com trabalhos de faculdade e matérias que visavam abranger o máximo possível de nuances e gêneros que poderiam ser dados à arte sequencial, o blog foi crescendo, amadurecendo, e tomando a forma que tem hoje, onde o contato entre nós e o público leitor é um dos elementos mais importantes de nossa identidade.

Foi por essa razão que, há cerca de um mês atrás, foi iniciado aqui no blog o "Concurso Cultural Quadrinhos Pra Quem Gosta", para que, dessa forma, existisse a possibilidade de retribuir aos leitores que tanto ajudaram na formação de toda a estrutura do blog e que permitiu a contínua expansão do mesmo.

Foram recebidas muitas incrições, tanto de parceiros já comuns do blog, quanto de novos leitores, e fica, desde já, um sentimento de agradecimento imenso a todos vocês. No futuro, certamente, haverão outras oportunidades para que todos os que não conseguiram vencer dessa vez participem novamente.


É, hoje, portanto, nesta data extremamente especial, que venho informar os autores das respostas mais criativas para as perguntas  "Qual a sua matéria favorita do blog Quadrinhos Pra Quem Gosta? E por quê?" e "O que as histórias em quadrinhos representam para você?", com seus respectivos prêmios:

1º LUGAR:

"Embora tenha adorado a série de matérias Os Dez Acontecimentos Que Mais Marcaram as Histórias em Quadrinhos na Década, pelas discussões que criaram e pelo assunto abordado, me interessei bastante pela Quadrinhos, Literatura e Ensino.


Foi contraposto brilhantemente as críticas do editor Luís Antônio Giron, apontando a necessidade de investimento no setor da educação no Brasil, infelizmente ainda muito precário, e em como as mudanças ocorridas ao longo do século XX/XXI trouxeram a necessidade de revermos a qualidade do ensino e como este deve ser transmitido ao aluno.

Afinal, a base da educação é a leitura. É a partir dela e da prática que advém posterior a ela que descobrimos quem somos. E na relação quadrinhos x clássicos da literatura, um não exclui o outro. O investimento crescente do PNBE não deve ser traduzido como uma substituição da literatura pelos quadrinhos, mas como um investimento em outra mídia, que serve como acessório, como produto complementar, para ampliar o gosto pelo ato de ler e auxiliar também no ensino de outro tipo de leitura: a visual, a imagética."

***

"Raramente encontramos amigos para a vida toda. Os quadrinhos, para mim, são uma exceção a essa realidade. Eles estavam no momento que eu comecei a aprender a ler (até muito antes disso) e tenho certeza que estarão comigo, independente do formato que porventura terão, até minha morte.



Quando criança, foi a arte seqüencial, aliada a minha criação, que ilustrou a premissa que a boa índole importa. Que, mesmo fictícios, bons exemplos devem ser seguidos. Que a criatividade pode ser uma ótima ferramenta para se defender e crescer como pessoa, já que, assim como um certo kryptoniano de capa vermelha, eu também podia voar. Não entre edifícios e nuvens, mas por entre idéias e criações próprias.

A arte seqüencial foi minha companheira de Ensino Médio e faculdade, entre trabalhos acadêmicos sobre o assunto e conversas com amigos. Ela me fez querer ser um profissional de editora, porque foi a partir do cheiro do papel da revista que eu amei o papel do livro. Foi pela diagramação de uma página, que eu me apaixonei pela construção da obra e quis participar da produção daquele objeto específico, almejando dedicar uma vida profissional inteira para aquilo.


Há mais de 20 anos, a deliciosa sensação de encontrar uma edição nova na banca ou vislumbrar um título interessante na livraria não mudou nem um pouco. Ficou intacta. Aliás, crescerá e se expandirá, porque, quando apresentar esse mundo para meu sobrinho e, futuramente, para meus filhos, ela tomará nova importância.

Talvez seja por isso que os quadrinhos representem tanto para mim. Eles me lembram quem eu fui, quem sou e quem eu pretendo ser. E por isso, agradeço."

(Victor Almeida)

Prêmio: Livro "Quadrinhos e Arte Sequencial", de Will Eisner, da editora Martins Fontes.


2º LUGAR:

"A Miscelânia de Culturas e o Contato entre as Identidades nas Obras do Corto Maltese.
Nesse texto, temos a oportunidade de reconhecer a força das histórias em quadrinhos e a sua importância como forma de arte, ainda que muitos relutem em assumir este fato.


Um breve relato histórico inicial trata da evolução da caracterização de culturas na ficção, sob o ponto de vista de seus autores e do período histórico em que realizaram sua obra. É possível perceber que as HQs, assim como qualquer outra forma de arte, são um retrato das ideias e concepções vigentes na sociedade de uma certaépoca.


Sim, um retrato, pois captura o momento, representa uma visão de mundo predominante naquela época entre indivíduos daquele meio social. Dessa forma, um retrato pode perder a cor, ficar desbotado, porém sempre será uma representação de um dado momento em algum lugar.


As histórias em quadrinhos experimentam um processo análogo. Durante décadas, incontáveis ideias acerca da miscelânea de culturas vigente em nosso mundo real foram transpostas para o papel. Com o passar tempo, uma ampliaçãodo conhecimento sobre a diversidade de costumes e tradições históricas fez comque certas concepções, as quais em sua épocaeram amplamente difundidas, adquirissem um caráter antiquado.


Como o texto muito bem demonstra, este amadurecimento cultural teve um importante personagem-símbolo: Corto Maltese.


Hugo Pratt, a partir de suas próprias experiências de vida, soube criar um personagem multicultural, um dos últimos românticos, capaz de “navegar” sobre as retrógradas questões culturais anteriormente predominantes no campo dos quadrinhos. Um exemplo do futuro homem globalizado e cidadão do mundo, disposto a conhecer e compreender o desconhecido.


Muito à frente de seu tempo, Corto é movido pelo espírito aventureiro em jornadas que o levam “sempre um pouco mais distante”, além dos horizontes previamente estabelecidos pelo homem. O personagem participade importantes acontecimentos sem nunca abrir mão de suas convicções, mas sendo capaz de respeitar e se fascinar com a riqueza da multiculturalidade humana."

***

"Com os quadrinhos, viajei por inúmeros lugares com Tintin e Corto, enfrentei o crime com o Homem Aranha e Spirit, tomei poção mágica para combater os romanos neuróticos, caminhei nas trevas ao lado de Batman, viajei pela galáxia com o poder do Incal, persegui Jack Estripador, estive na Nova York dos gângsteres, conheci uma espécie de homem-lobo... Enfim, foram tantas aventuras e ainda há tantas por vir que me sinto na obrigação de mandar aqui um ‘muito obrigado’ a diversos autores e desenhistas que foram capazes de me tornar um indivíduo melhor e ainda capaz de sonhar e se maravilhar com o que está ao seu redor, tal como aquele menino ainda analfabeto que um dia eu fui, muitos anos atrás, ao folhear os álbuns de Tintin."
(Luiz Felipe Modesto)

Prêmio: Livro "Cultura Pop Japonesa: Mangá e Animê", organizado por Sonia Bibe Luyten, da editora Hedra + Livro "Corto Maltese: A Balada do Mar Salgado", de Hugo Pratt, da editora Pixel.

3º LUGAR:

"Minha matéria favorita é "Eisner, Pioneiro Eterno"(quarta-feira, 15 de abril de 2009).
É minha preferida por ser a matéria pela qual descobri o blog, que me ajudou muito em meu trabalho de conclusão de curso da faculdade, que teve como tema os Quadrinhos."

***

"Os quadrinhos são fonte de inspiração em meu trabalho e em minha vida. É muito motivador ver os trabalhos de quadrinistas brasileiros sendo reconhecidos e premiados no mercado estrangeiro. Isso reflete em meu trabalho e me dá vontade de inovar e sempre buscar novos meios de me aprimorar."

(Matheus Dix)

Prêmio: DVD "Grandes Astros: Superman" + DVD "Hulk vs."

Para os vencedores, será enviado, nos próximos dias, um e-mail de contato para pegar seus endereços certos, para que os prêmios possam ser enviados para cada um de vocês na comodiade do seu lar através do correio. Aguardem o contato e meus mais sinceros parabéns.

Para todos, fica mais uma vez reforçado o agradecimento por todo esse tempo em que compartilhamos dessa grande paixão pela nona arte. Que venham ainda muitos aniversários pela frente, e os quadrinhos possam, passo a passo, ir em direção ao reconhecimento que tanto merecem" Obrigado a todos!

terça-feira, 12 de abril de 2011

Selo de Qualidade Tupiniquim

Por Gabriel Guimarães


Essa semana saiu a lista dos candidatos ao Prêmio Eisner, considerado o Oscar dos quadrinhos, e não foi tão surpreendente a presença de alguns autores brasileiros que estão despontando nos últimos anos entre os concorrentes em suas respectivas categorias.

Os gêmeos Fábio Moon e Gabriel Bá, já quase figuras constantes nas premiações que envolvem a nona arte, seja nos Estados Unidos ou na terra de origem deles, o nosso Brasil, estão concorrendo pela sua obra Daytripper na categoria de melhor minissérie ou arco de histórias. Primeiramente publicado no mercado exterior, essa história de drama narra as frustrações e os aprendizados do escritor de obituários Brás de Oliva Domingos. A crítica da obra dos gêmeos foi muito boa, e o encadernado das dez edições publicadas pela Dark Horse Comics também tem sido muito procurado pelos leitores de arte sequencial. Aqui no Brasil, a trama será publicado pela Panini, responsável pela publicação dos principais quadrinhos em circulação no mercado editorial brasileiro.

Rafael Albuquerque
Outro brasileiro que também concorrerá ao grande prêmio dos quadrinhos é o desenhista Rafael Albuquerque, graças ao seu trabalho na série American Vampire, que concorre ao prêmio de melhor nova série. Na história, o criminoso Skinner Sweet é transformado por um de seus rivais no primeiro vampiro americano, que, diferentemente das versões tradicionais, usa a energia do Sol para gerar seus poderes de uma forma bem violenta. As histórias de Sweet já são publicadas no Brasil há algum tempo na revista Vertigo, da editora Panini.

Fico feliz que o Brasil esteja sempre junto nessas premiações para mostrar que temos uma habilidade criativa que se equipara aos países onde há mais recursos para os produtores culturais do que aqui, e torço pelo sucesso dos três concorrentes desse ano. A honra de vencer um Eisner vai muito além de simplesmente receber um prêmio, mas sim de escrever seu nome na história desse meio de comunicação que tanto foi defendido pelo quadrinista, de cujo nome o troféu resolveu homenagear, Will Eisner. Eisner revolucionou o meio com seu estudo da narrativa gráfica e até hoje é um dos pilares sob os quais a indústria da nona arte se sustenta, e esse prêmio é uma justíssima homenagem a tudo que este homem fez por todos os leitores e criadores de quadrinhos. Tendo falecido em 2005, Eisner sempre estará na memória daqueles que tocou através de sua vida e de suas histórias, as quais foram sempre sensíveis à figura humana e suas reações ao mundo que lhe cerca (já homenageei o talento e o significado de Eisner para os quadrinhos em várias matéria antes aqui e aqui no blog). Mais uma vez, obrigado, pioneiro eterno.