Por Gabriel Guimarães
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| Alguns dos pontos de divulgação da edição do mês passado da Turma da Mônica Jovem contaram com a presença ilustre do próprio Maurício de Sousa, da Mônica e do Cebolinha |
Para qualquer um que já tenha observado mesmo sutilmente o mercado editorial de quadrinhos, é fácil perceber que a quantidade de feitos de Maurício de Sousa poderia preencher uma vasta bibliografia que se tornaria referência para todos os que desejam ingressar no mercado de quadrinhos no Brasil. Mês passado, Maurício causou um grande alvoroço no mercado em torno do romance entre Mônica e Cebolinha nas páginas da Turma da Mônica Jovem número 34 (cujo signifcado para a história dos quadrinhos nacionais pode ser visto aqui), alcançando a incrível tiragem de 500 mil exemplares disponíveis para todas as bancas de jornal ao redor do Brasil, o que é um número impressionante para os dias atuais. Este mês, a comemoração na turma de personagens mais conhecida do Brasil continua, mas em decorrência de um evento na linha mais tradicional de estórias, mais propropriamente, na edição número 54 da revistinha da Mônica.
Lançada pela primeira vez em um título próprio em 1970 pela editora Abril, a personagem Mônica, baseada na filha do grande quadrinista, cativou multidões, se tornando um elemento recorrente em gerações e gerações de jovens brasileiros ao redor de todo o país. Devido ao sucesso que obteve, a baixinha gordinha de vestidinho vermelho favorita dos leitores de quadrinhos preencheu 200 edições antes de mudar de editora. Depois de 26 anos, a turma da Mônica deixou sua antiga casa editorial e passou a ser encontrada na editora Globo, onde se tornou quase uma unanimidade nos pontos de venda de quadrinhos, em função da quantidade de títulos disponíveis protagonizados pelos mais variados tipos de personagens de Maurício. Novamente, porém, o destaque ficou por conta do título solo da Mônica, que chegou à marca de 246 edições publicadas.
Em 2007, entretanto, veio novamente o momento de mudança, e a turminha migrou para a editora Panini, hoje responsável pela publicação de grande parte dos produtos voltados para o mercado de quadrinhos no país, que são distribuidos para os jornaleiros e livrarias. Dentro da nova casa, a turminha cresceu e passou a almejar voos mais altos com o lançamento da Turma da Mônica Jovem em estilo mangá (o qual já foi discutido antes aqui no blog como um dos eventos que mais marcaram os quadrinhos na década passada). E as atenções pareciam ter se voltado quase que exclusivamente para esse novo universo de estórias, tendo a versão infantil dos personagens da turminha ficado talvez em um segundo plano, momentaneamente. Este mês, todavia, aquelas que ficaram marcadas como as figuras mais tradicionais no mercado de quadrinhos produzidos no Brasil resolveram mostrar que continuam sendo motivo de comemoração, mais que isso, que jamais deixaram de ser. Com a edição número 54 da revista da Mônica, a personagem chega a uma marca que poderia ser considerada impossível de ser atingida por um trabalho produzido no Brasil: são agora ao todo 500 edições lançadas exclusivamente no título principal da Mônica.
Para celebrar esse feito, a edição que representará este marco trará uma história especial que percorre toda essa longa trajetória dos personagens do bairro do Limoeiro, além de capas clássicas e passatempos voltados para os momentos históricos da turma, se tornando um deleite para os colecionadores tradicionais e, ainda assim, uma revista bastante interessante para os leitores eventuais, que podem recordar os momentos mais importantes do percurso da turminha.
A edição já está disponível nas bancas ao preço de R$4,50 e, com certeza, quem se aventurar por entre suas páginas, não se arrependerá de ter esse intenso contato com a história da turminha que revolucionou os quadrinhos brasileiros.




































