quarta-feira, 10 de novembro de 2010

RIO COMICON, BABY!!! - DIA 1

Por Gabriel Guimarães



  
Caros leitores, sei que passei muito tempo ausente, sem postar nada de novo aqui no blog, e lhes peço desculpas por isso. Para compensar esse vacilo, deixarei aqui com vocês o meu diário do 1º evento internacional da nossa grande paixão, as histórias em quadrinhos, aqui no Rio de Janeiro em cerca de 17 anos, a Rio Comicon!
Sendo realizada na antiga estação de trêns da Leopoldina, relativamente próxima à rodoviária, o evento faz parte de um projeto de revitalização da área, e contará com a participação de ilustres quadrinistas, tanto do âmbito nacional quanto de cunho internacional. Alguns dos nomes para deixar com água na boca são os gêmeos Fábio Moon e Gabriel Bá, Rafael Coutinho, Rafael Grampá, Kevin O'Neill e Milo Manara. Só por isso, vocês já podem imaginar como o evento atrairá os olhares de quem gosta tanto da nona arte.
Pois bem, o evento começou hoje, dia 9 de novembro, e vai ser realizado até domingo dia 14, com encerramento de chave de ouro homenageando os mais diversos artistas, inclusive o nosso grande representante mundial, Maurício de Souza.


Hoje, o evento ainda não mostrou tudo a que veio, na incerteza dos visitantes que atrairia, que não chegaram a encher o grande salão da estação, porém, muita gente boa deu as caras por lá.
Estive lá desde antes da abertura às 13h, e pude ver como a estrutura do lugar estava funcionando. Há uma seção imensa construída para expôr o trabalho do italiano Milo Manara logo na entrada, cujo portão de entrada é em forma de um buraco de chave da porta, aludindo a uma das obras mais renomadas do grande nome dos quadrinhos eróticos, "Click!". Não entrei lá ainda, pois fiquei muito ocupado conhecendo o lugar todo e participando das oficinas.
Voltando quanto à estrutura: Há estandes espalhados pelas laterais do lugar, com sebos e editoras de quadrinhos independentes, como a ilustre Quarto Mundo, vendendo seus materiais, de um lado, e estandes com produtoras e disponibilizadoras de cursos, como o estúdio Seven e o Cenac Rio, do outro. Ao fundo, há um estande gigantesco para a Livraria Travessa, uma das colaboradoras do evento, onde serão realizadas sessões de autógrafos com artistas dos quadrinhos todos os dias. Hoje, quem deu as caras por lá foi o quadrinista Arnaldo Branco, assinando uma de suas últimas obras, "Mundinho Animal". Os próximos dias prometem muita animação lá.
Há, no centro de tudo, uma área imensa dedicada a exibir trabalhos de vários artistas nacionais e internacionais, chamando bastante atenção do público.
Quanto às questões funcionais, o lugar tem boas opções de refeição para quem vai passar os dias lá, como eu, mas a questão de ventilação, ou melhor dizendo, a falta dela, é o que mais pesa. O calor lá é impressionante, em especial na sala das oficinas. No auditório onde terão as palestras, há ar condicionado, pelo menos.

Mario Cau demonstrando as técnicas de arte-final

Daniel Esteves nos descrevendo a forma como ele
roteiriza suas histórias a partir de suas experiên-
cias de vida
Falando das oficinas, hoje foram realizadas duas: Arte-Final para Quadrinhos, ministrada pelo desenhista e arte-finalista Mario Cau, autor do quadrinho independente "Pieces"; e Roteiro para Quadrinhos, pelo roteirista Daniel Esteves, autor de histórias para as revistas em quadrinhos nacionais "Nanquim Descartável" e "Front". Na primeira palestra, o tema foi abordado com maestria, onde foram detalhados cada tipo de material possível de ser utilizado em histórias em quadrinhos, desde bicos de pena aos meios digitais. Foi ressaltada a necessidade de existir um estilo no traço do arte-finalista, e deu um panorama muito interessante sobre a parceria entre desenhista e arte-finalista. Ainda se entrou no tema de quadrinhos como forma de arte, que atraiu a atenção de muitos dos presentes na sala. Em suma, durou quase três horas numa sala relativamente pequena e muito quente, mas valeu completamente a pena sair de lá bufando de calor. Cada gota de suor valeu. Na segunda palestra, o tema foi abordado de uma forma muito limitada, a meu ver, onde ao invés de abrir para os estilos de roteiro e vermos na prática como são produzidos, falou-se mais de processo criativo e particularidades de cada autor. Quando entrou na questão de adaptação dos quadrinhos para outros meios de comunicação, a oficina melhorou um pouco, mas não chegou a empolgar muito os espectadores. Um dos pontos, porém, que foram destacados e que considero muito importante em faze-lo também, é que o potencial do que dizer com um gênero determinado de histórias é muito mais relevante do que o desgaste que o gênero em si pode já ter, e por mais que toda história já tenha sido contada, ainda não foi contada por você, e, no fundo, isso é que conta. O estilo de cada um é o que o profissional dessa área tem de mais valioso, e jamais devemos nos esquecer disso. A relação entre roteirista e desenhista também foi abordada, mas de forma muito superficial.

Conclusão do primeiro dia: O evento ainda está engatinhando, e nos próximos dias pode melhorar muito com as presenças dos artistas famosos internacionalmente, porém, há certas questões que merecem ter a devida atenção, como destaco mais uma vez o calor insuportável. Apesar disso, o evento está sendo muito bom, e o contato com as muitas pessoas apaixonadas por quadrinhos tem sido ótimo. O estande da editora Panini ainda não foi ocupado também, e quando o for, acredito que dará inclusive ainda mais fôlego para atrair o público dos aficcionados pela banda desenhada. E por último, destaque para a Livraria da Travessa, que trouxe uma quantidade imensa de quadrinhos nacionais e internacionais (muitos franceses), que você raramente encontra numa loja normal.

Bom, é isso, até amanhã, gente, e lembrem:

É RIO COMICON, BABY!!!

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Grande Evento!!!

Por Gabriel Guimarães
Nos últimos dias deste mês de setembro e no dia 1º de outubro, será organizado o grande evento para o público quadrinista da Semana dos Quadrinhos na UFRJ.



Como frequentador da faculdade e estudioso do meio de comunicação em questão, vejo potencial para este evento ser algo de porte grandioso, capaz de unir muitos fãs da nona arte a alguns dos autores e estudiosos mais renomados do meio, como Carlos Patati e André Dahmer.
Estarei lá pelo menos no dia 1º, conferindo o debate sobre o centenário da morte do primeiro quadrinista brasileiro, Ângelo Agostini, e aguardo ansiosamente a presença de vocês lá. Tenho certeza que será uma experiência muito prazerosa e positiva para todos.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Concorrência nos Quadrinhos

Por Gabriel Guimarães

Qualquer que seja o produto a ser analisado, todos os especialistas chegam a uma conclusão invariável: é necessário a concorrência para que o produto seja percebido, de fato, pelo público. As marcas são construídas especificamente para que o consumidor X compre o produto com aquele símbolo único e não aquele com um símbolo diferente.
A indústria de quadrinhos demonstra não ser em nada diferente dessa máxima dos negócios. Para que o consumidor seja atraído a comprar a revista X ao invés da revista Y, a possuidora dos direitos referentes à publicação da primeira tomará atitudes para: ou elevar sua marca demonstrando sua respeitabilidade, seu grau de consciência ecológico e social, seu maior apreço com o leitor, seu baixo custo de aquisição, etc; ou depreciar o concorrente, a fim de criar uma sensação de que o público pode escolher qual produto vai comprar, mas se quiser um produto de qualidade, tem que ser o da marca X (no caso, gerando uma ilusão de liberdade de consumo).
Desde que os quadrinhos começaram como meio de comunicação de massa, há mais de um século, essa posição relativa ao marketing entre as editoras tem sido algo que vale ser notado e estudado com um certo grau de atenção. Muitos dos grandes casos foram e ainda são, inclusive, casos de tribunal de justiça, onde um autor ou editora luta pelos direitos sobre um personagem publicado por outra editora. Vide os casos do Capitão Marvel (caso DC comics x Fawcett comics) e Superman (caso herdeiros de Jerry Siegel e Joe Shuster x DC comics). Mas uma das recentes movimentações no mercado quadrinístico tem me chamado a atenção para as novas dimensões que a concorrência tem partido.

A DC comics abocanhou uma boa fatia das vendas de quadrinhos no mundo todo com a mais recente megassaga de seus heróis centrada no personagem que em breve estará nas telas de cinema, Lanterna Verde, com a história A Noite Mais Densa. Esse fato, logicamente, provocou  preocupação à Marvel, que se viu perdendo território. Quando outrora numa situação dessas, a Marvel responderia de cabeça erguida, sem dever nada a ninguém, publicando histórias de alto nível e refinada qualidade, a editora (hoje mais para empresa multimídia que mera editora de quadrinhos, na verdade) respondeu de uma forma que chocou muitos dos estudiosos do meio e até alguns artistas: prometeu premiar com uma edição de uma revista especial com capas alterntativas exclusivas os donos de comic shops que enviassem para a sede da Casa das Ideias 50 capas das edições da minissérie da DC rasgadas, sem o restante da edição. Isso é uma depredação de tudo aquilo que uma revista em quadrinhos deveria simbolizar. Nós lemos as histórias dessas editoras para podermos ir além das limitações físicas e sensoriais que temos nas nossas vidas corriqueiras, para estarmos em sintonia com um universo que, muitas vezes diferente do nosso, funciona com uma certa lógica e sem tanta burocracia estúpida.
Sou leitor assíduo tanto da Casa das Ideias, que no passado abrigou o mestre Stan Lee, quanto da editora DC, orquestrada de forma precisa por grandes profissionais como Dick Giordano. Concordo que é preciso a concorrência das duas para que não haja muita perda de qualidade em relação ao que é publicado, uma vez que se só houvesse uma editora no ramo, esta não precisaria se preocupar de perder o cliente para outra fornecedora desse meio de comunicação e, portanto, não primaria pela qualidade de suas histórias, porém, acho um absurdo chegar a esse ponto da violência contra o meio que ambas tratam em si.
Sei que esse tema já foi debatido alguns meses atrás quando estava mais em evidência que agora, porém, senti-me motivado a escrever sobre ele ao saber sobre o que seria o próximo grande evento Marvel.

--Alerta de SPOILER--

A saga Chaos War será marcada pelo retorno de muitos personagens falecidos no universo Marvel ao reino dos vivos, o que obviamente, gerou muitas críticas de plágio da história A Noite Mais Densa, da DC. Partindo de um ponto que infelizmente se tornou praxe no mercado de quadrinhos desde a década de 1990, a Marvel utiliza da regra de que 'as edições com morte de personagens vendem bem, e o seu retorno mais ainda' para usar e abusar de algo que deveria ser um grande diferencial no universo dos personagens de quadrinhos. Vou ponderar sobre esse tema da morte corriqueira em uma matéria voltada precisamente para isso, mas por agora, ponho na mesa o debate de: onde foi parar os parâmetros da concorrência?
Numa situação que poderia render frutos tanto para o público quanto para a nona arte em si, que seria impulsionada pelos profissionais envolvidos na produção de histórias a ir além do padrão, criando momentos que ficariam eternizados nas mentes e nas vidas dos leitores, as editoras têm se mostrado arredias, sem coragem de arriscar coisas novas, partindo para uma estratégia contra a cordialidade e reconhecimento de que ambas estão lutando por um mercado maior, que precisa ser lembrado de seus pontos positivos constantemente para não ser discriminado pela maioria, as histórias em quadrinhos.

Recentemente, o nível dos quadrinhos, os quais muitos estão indo para as grandes salas de cinema do mundo todo, tem sido analisado por psicólogos e sociólogos como más influências para os mais jovens. Isso te lembra alguma coisa? Essa discussão existe desde que os quadrinhos se expandiram e se tornaram integrantes fixos dos lares americanos, e, apesar de muitas vezes no passado, ter usado de argumentos fundados em histórias conscientes e inteligentes que eram publicadas aos montes, hoje há uma quantidade ínfima de exemplos para provar o contrário do que esses estudiosos propõem novamente trazer de volta à julgamento. Não podemos deixar que surjam novos Frederic Werthams, mas sim que hajam mais e mais exemplos de que este, que foi o maior crítico da arte sequencial, estava completamente errado nas suas conclusões.
Ponderemos então em que direção os quadrinhos estão indo, e percebamos que se não nos unirmos e realmente empenharmo-nos na busca por não apenas uma história, mas sim um padrão de qualidade mais elevado para os dias vindouros, não haverá sequer um amanhã pelo qual as grandes editoras tanto degladiarem. Há coisas maiores do que apenas a concorrência entre marcas neste caso, e a sobrevivência desse meio de comunicação é uma delas.

Referências:
BRETON, Phillipe. A Manipulação da Palavra, 1999. Editora Loyola.
http://www.omelete.com.br/quadrinhos/chaos-war-nova-saga-da-marvel-vai-ressuscitar-herois-da-editora/
http://www.universohq.com/quadrinhos/2010/n20082010_05.cfm

sábado, 21 de agosto de 2010

A Marvel e o Novo Mercado Digital


 Por Gabriel Guimarães
 Com a revolução dos suportes de leitura digital, não apenas as editoras de livros tiveram que passar por uma repaginada como também a indústria de revistas, tanto de conteúdo geral quanto de histórias em quadrinhos.
Passando a lidar com um aparelho de logística multimídia, editoras como a responsável pela publicação da revista de informática Wired perceberam a necessidade de mesclar o conteúdo escrito das matérias com outras formas de interface, como vídeos, sons e formas de adaptar o formato para a leitura no suporte em pé ou deitado. Uma vez que a indústria de quadrinhos já é multimídia em si mesma, já que é uma mescla de conteúdo semiológico com escrito, as editoras de quadrinhos têm tido que repensar em toda a sua linha de produção para tornar seu produto final igualmente atraente aos olhos de um leitor da nova era digital.
Quem comprou a primeira briga com o aparelho foi uma das gigantes do meio, a Marvel Comics, editora que tem ficado cada vez mais em destaque na mídia pelas suas mega-produções cinematográficas e pela compra majoritária de suas ações pela Disney ano passado. Alegando que suas histórias digitalizadas previamente ao lançamento do iPad para o site Marvel Digital Comics terem sido feitas no dispositivo Flash e este não ser compatível com o novo aparelho de leitura, ela se opôs à nova tecnologia.
Entretanto, poucos meses depois, a Marvel surpreendeu a todos ao lançar seu próprio aplicativo para o iPad, produzido pela Comixology, empresa responsável pela produção dos aplicativos de leitura de histórias em quadrinhos para celulares como o iPhone. Logo de início, ela anunciou centenas de revistas, desde artigos dos arquivos da editora aos mais recentes lançamentos nas lojas, muitas com novo acabamento e adaptadas ao novo modo de leitura.
Mais algum tempo depois, um novo passo foi dado pela editora: publicar uma revista impressa e digital simultaneamente. A edição de Invincible Iron Man #1 ficou marcada como teste para toda uma nova gama de possibilidades que o novo mercado possibilita, como a venda em termos internacionais imediatos, considerando que a edição digital pode ser adquirido por qualquer usuário do tablet ao redor do mundo.
Uma questão, então, fez-se relevante: o preço da edição. Enquanto a edição impressa custava U$4,99, a versão online encontrava-se divida em três partes, cada uma a U$1,99, o que tornaria o produto final mais caro. Como trata-se de um experimento recente, não se sabe ainda exatamente como o mercado reagiu a isso, porém, a grande a concorrente da Marvel, a DC Comics anunciou pouco tempo depois que lançaria também seu aplicativo para iPad, produzido pela mesma empresa que a Marvel, com edições da mini-série Justice League: Generation Lost simultaneamente impressa e digital, ao mesmo preço, U$2,99 cada.
O futuro parece guardar muitos desdobramentos ainda sobre a forma de trabalhar com os quadrinhos, e, notadamente, eles dependerão das reações do público consumidor dos mesmos, característico pela continuidade de consumo desse material por muitos e muitos anos. A forma desse público se comunicar entre si traz a tona o que o estudioso dos livros Robert Darnton destacou no que tange ao uso dos blogs como criadores de notícias, que assumem muitas vezes dimensões mais reais que a realidade que encontramos bem diante de nós. Blogs como Comics Should Be Good, Bleeding Cool, Newsrama, e os brasileiros Omelete e Universo HQ representam relativamente bem que a percepção de um formador de opinião pode ter enormes repercussões internamente no mercado.
A disposição do mercado é o que vai fazer realmente a balança pender para um dos lados, a permanência no formato impresso ou a nova aposta tecnológica. Encabeçada por grandes editores do setor de comunicação e desenvolvimento das editoras, como Joe Quesada (Marvel) e Jim Lee (DC), o futuro deste novo modelo ainda está por ser escrito. Cabe agora a eles um momento de reflexão e planejamento focado nas potencialidades e possibilidades do fantástico novo mundo digital.
Como Umberto Eco destacou, a cultura trata-se de um cemitério de livros e objetos desaparecidos para sempre, e é nossa função saber o que deve ser mantido e o que ser descartado, para permitir que sigamos adiante, numa trilha guiada pelo senso de evolução. Este é o momento onde os profissionais da área devem se mobilizar para analisar metodicamente o que pode surgir no dia do amanhã da maneira mais positiva possível.
A Marvel, foco principal dessa minha análise, tem uma estratégia que pode mudar muito a forma com que o mercado editorial de histórias em quadrinhos funciona há décadas. Ela propôs o pagamento de royalties aos artistas envolvidos no processo de criação do produto, algo que nunca antes havia sido vislumbrado. Muitos autores, inclusive, lutaram por isso tem muito tempo, porém suas esperanças eram ínfimas. Esse novo vislumbre de relação interna ao meio pode fazer uma considerável diferença nas ponderações finais da adoção do modelo digital.
Afinal, podemos falar o que quisermos, porém apenas o futuro ditará os rumos que serão necessários tomar para que as editoras possam sempre contar com aquilo de que mais essencialmente dependem, o cliente.

Bibliografia:
DARNTON, Robert. A Questão do Livro, editora Companhia das Letras, 2010.
ECO, Umberto e CARRIÈRE, Jean-Claude. Não Contem com o Fim do Livro, editora Record, 2010.
MENDO, Anselmo Gimenez. Histórias em Quadrinhos – Impresso vs. WEB, editora UNESP, 2008.
GOSCIOLA, Vicente. Roteiro para as Novas Mídias – Do Cinema às Mídias Interativas, 2003. Editora SENAC São Paulo, 2ª edição, 2008.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Concurso Artístico de um de Nossos Parceiros de Quadrinhos

 Por Gabriel Guimarães
O blog Freexpressionanquim abriu recentemente um concurso artístico com um dos temas que voltou a ficar em evidência nos últimos tempos, tanto nas mídias impressas quanto nas digitais, a obra clássica de Lewis Carroll, Alice no País das Maravilhas.

Dando como prêmio as quatro edições da Turma da Mônica Jovem que abordam a obra em si, o concurso permite inscrição tanto de fotos, desenhos e fotomontagem. Os interessados devem enviar suas imagens até o dia 31 de julho. Conforme as imagens forem sendo recebidas pelo dono no blog, ele as postará no blog, o que ainda rende uma boa divulgação do material de quem desenha e quer começar a mostrar seu estilo de traço. Para enviar seu material, é só mandar sua arte da Alice para freexpressionanquin@gmail.com, com assunto do email "Alice" e no corpo do email, seu nome completo

A escolha do vencedor será feita através dos próprios leitores do blog, que manifestarão seus favoritos.  O vencedor receberá seu prêmio na comodidade do seu lar, sem custos de fretagem.

Vale a pena participar. =)

domingo, 30 de maio de 2010

Eles Estão Escalados Para Tornar Nossos Sonhos Reais

Por Gabriel Guimarães

Essa semana foi anunciado o ator que fará o papel do novo professor Xavier no cinema, e não é ninguém menos que alguém que já trabalhou em outra adaptação de quadrinhos para a telona no filme “O Procurado”, o ator escocês James McAvoy. Não tenho absolutamente nada contra ele, porém isso me fez começar a tentar entender como o processo de formação do elenco principal dos filmes é importante.


A escalação do elenco certo pode muitas vezes ser o maior diferencial entre um filme de sucesso e um fracasso, e parece que alguns produtores ainda não perceberam isso tão claramente. Enquanto posso mencionar Hugh Jackman, Robert Downey Jr. e Tobey Maguire como atores que surpreenderam no papel de heróis e se tornaram a forma física com que todos olhamos para esses personagens hoje, há uma lista impressionante de atuações que marcaram os filmes de heróis de maneira negativa. Basta recordar Ben Affleck em Demolidor (2004), Halle Barry em Mulher-Gato (2004), Nicholas Cage em Motoqueiro Fantasma (2007) e Gabriel Macht em Spirit (2008).

Então, me pergunto, será que os atuais escalados ou pré-escalados para os próximos filmes de adaptação dos quadrinhos farão parte do primeiro grupo mencionado ou lutarão para serem esquecidos por sua atuação como os demais?

Alguns são ainda excelentes atores e atrizes e podem vir a surpreender, mas causam muito receio por sua fisiologia e/ou jeito de agir diferentes dos personagens das HQs, como é o caso de Ryan Reynolds, que ficou perfeito pelo seu perfil físico e psicológico no papel de Deadpool no sofrível filme solo do Wolverine, mas que em nada se assemelha a Hal Jordan, o principal Lanterna Verde dos quadrinhos que será o personagem central do filme que estreará em 2011. Como fã confesso do gladiador esmeralda, admito que fiquei muitíssimo temeroso pelo rumo que o filme vai ter, ainda que o elenco de bastidores seja de primeira linha. Assomando-se ao intérprete de Jordan, surge outra fonte de questionamento no filme, Blake Lively como Carrol Ferris. A atriz principal de Gossip Girl não me parece lembrar nem de longe a Carrol Ferris marcante e responsável do universo DC. Mas foi como disse antes, podem surpreender, e é o que eu sinceramente espero.

Chris Evans como Capitão América, os cinco candidatos a serem o novo Homem-Aranha no reboot das filmagens do cabeça-chave da Marvel, dentre outros, ainda geram muitas incertezas no público que mais conhece as obras originais.

Espero que, tal qual no universo dos quadrinhos, nossa força de vontade, que é o que alimenta a bateria econômica das grandes empresas de quadrinhos quando compramos as revistas e vamos ao cinema assistir aos filmes, seja grande o suficiente para que em caso de os critérios para a escolha de elencos permanecer a mesma para os filmes futuros, que os atores e atrizes escolhidos venham sinceramente a nos surpreender e honrar os personagens que inflamam em nossas memórias há tantas décadas.



Links relacionados:
http://www.omelete.com.br/cinema/filme-do-lanterna-verde-contrata-sua-carol-ferris/

http://www.omelete.com.br/cinema/anunciado-o-ator-que-vai-ser-o-lanterna-verde-nos-cinemas/

http://universohq.com/quadrinhos/2010/n28052010_10.cfm

http://cinemacomrapadura.com.br/livros/161788/conheca-os-cinco-candidatos-ao-papel-de-homem-aranha/

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Nerd Empire Rise

Por Gabriel Guimarães

Semana que vem, no dia 25 de maio de 2010 será realizado no campus da Praia Vermelha da UFRJ o evento Dia do Orgulho Nerd com mesas de discussão sobre séries de televisão, oficinas de quadrinhos e muito mais.
Convido-os desde já a comparecerem pois será um evento muito interessante para os integrantes dessa cultura conectada que é a nossa. 

Data: 25 de maio
Endereço: Av Pasteur, 250, Botafogo – fundos – 2º andar - Praia Vermelha/RJ 
Local: Salão Muniz Aragão – Fórum de Ciência e Cultura
Mesa-redonda: “O jornalista do futuro é nerd”
Horário: 10h às 13h

Oficina de mangá

Mesa-redonda: “Metafísica em Lost, Matrix e Star Wars”
Horário: 14h às 16h

Espero-os lá, vida longa e próspera.