quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

O Que Tem Acontecido com os Roteiros?

Por Gabriel Guimarães
Caros leitores, essa semana me peguei revendo os episódios da série do Batman feita pelo quadrinista/produtor Bruce Timm, e percebi algo. É impressionante o quanto a qualidade dos roteiros para histórias dos personagens têm caído com os anos. Pude assistir episódios muito bem escritos, que me lavavam para dentro da trama e me faziam mergulhar no universo do milionário Bruce Wayne, parte muito importante também na concepção do herói e que aparentemente tem sido cada vez menos abordado.
Episódios como "Os Esquecidos" e "Nunca É Tarde Demais" reacenderam em mim a chama dos bons scripts, e me fez perceber, observando os quadrinhos que li do Batman nos últimos tempos e de outros personagens também, o quanto que os roteiristas dos quadrinhos têm estado carentes de uma percepção maior de seus personagens e de seus universos, e não digo aqui universos Marvel e DC, nem nada.
A Marvel, caracterizada pelos seus personagens joviais, que atraem mais pelo elo emotivo que produzem com o público leitor, tem perdido cada vez mais essa sua característica, criando tramas em grande parte políticas. Não de todo mal, mas as histórias tem carecido de mais emoção, que nem eram vistas nos roteiros de Stan Lee para o Homem-Aranha ou para o Surfista Prateado, ou do Mark Buckingham também para o Homem-Aranha, e de cenários mais esperançosos, agora parece que tudo é drama, tristeza e morte.
A DC, de personagens mais velhos e tramas mais universais, ainda tem conseguido manter chama acesa para algumas histórias específicas, como as do Lanterna Verde e a Sociedade da Justiça, entretanto, tem passado por uma crise real, a das crises sequenciais de tentativas fúteis de criar crossovers entre os títulos no que só posso julgar como sendo estratégia vã de vender revistas sem conteúdo de história.
Acredito que chegamos a um impasse que merece determinada atenção: O que as editoras hoje procuram na publicação de seus materiais? Algo capaz de mudar a vida dos leitores, um material com o qual o leitor possa se sentir em casa, independente da distância física possível desta em questão; ou simplesmente algo capaz de vender umas meras revistas no momento, ignorando a formação de um público leitor contínuo, pensando assim apenas em vendas a curto prazo, que geram muitas críticas e descontentamentos, obrigando até a retratações e desculpas públicas depois?
As últimas palavras da obra máxima de Alan Moore nos alertavam já para isso em 1985, se vocês se lembram bem. "Eu deixo inteiramente em suas mãos" - Moore representa o futuro dos quadrinhos, do gênero super-heróico agora nas mão do leitor, que deve passar a exigir material de qualidade das editoras uma vez que entrou em contato com um de tal primazia de roteiro. Temos que fazer nossa parte, exigir, batalhar por qualidade e não apenas quantidade, como tem sido feito nesses últimos anos.
Se Deus quiser, em breve, poderemos estar discutindo aqui os quadrinhos brasileiros de fato, e então, desde já, lutemos para que este não caia nestes erros do mercado americano, do qual, lembrem, eu sou fã, mas reconheço suas falhas e erros.


Proponho aqui um movimento "Por um quadrinho brasileiro melhor!"
Que este possa ser apenas o primeiro passo rumo a um futuro quadrinístico decente, e mundial e intelectualmente capaz de ser reconhecido.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Felicitações ao Companheiro de Quadrinhos!

Por Gabriel Guimarães
Hoje, dia 5 de janeiro de 2010, um dos principais portais de notícias sobre quadrinhos chega à impressionante marca de 10 anos de existência, período este marcado por muitas vitórias e prêmios. O "aniversariante" trata-se do site Universo HQ (http://www.universohq.com/), octa-vencedor do prêmio HQ Mix. Desejamos aqui do nosso humilde blog os mais sinceros parabéns ao editor-chefe Sidney Gusman e aos seus colegas quadrinistas, autores de diversas resenhas brilhantes, que muitas vezes foram utilizadas como referência para matérias daqui.
Que ainda hajam muitos anos e prêmios à frente do site, para que possa crescer cada vez mais, tal qual o meio de comunicação que aborda.


Parabéns!

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Feliz Quadrinho Novo!

Por Gabriel Guimarães
Mais uma vez chegamos ao fim de um ano. O que dizer num breve retrospecto desta vez?
2009 foi marcado por muitas mudanças e deixou em aberto muitas possibilidades para o futuro dos quadrinhos. Começando pela surpreendente compra da Marvel pela Disney, que causou furor entre os acionistas, famílias de ex-quadrinistas da Marvel e fãs, passando à questão editorial de qual modelo mais benéfico para publicação de quadrinhos: graphic novel x série mensal, este ano guardou muitos debates no ramo quadrinístico, temas que entrarei em análise mais profunda posteriormente.

Nós, brasileiros, podemos nos orgulhar de termos tido bons representantes no mercado mundial, com Rafael Grampá e seu Furry Water, Ivan Reis fazendo trabalho impecável em Lanterna Verde, e os gêmeos Fábio Moon e Gabriel Bá, com seus projetos Daytripper e Umbrella Academy (este último, que na minha opinião pessoal, foi super-valorizado, mas admiro muito o trabalho de cada um dos gêmeos individualmente e em conjunto). Aqui dentro, vimos os quadrinhos entrando mais na lista de livros escolares e já sofrendo preconceitos por isso com discussões sobre o linguajar utilizado na obra Dez na área, um na banheira e ninguém no gol. Apesar disso, também houveram maiores reconhecimentos sobre o nosso meio de comunicação, com o convite ao autor de Umbigo sem fundo, Dash Shaw, para debates na Bienal do Livro no Rio de Janeiro.

Agora, vou falar um pouco particularmente. Para mim, o ano foi talvez o melhor da minha vida, passei por muitos altos e baixos, mas Deus sempre me permitiu superar tudo com um sorriso no rosto e fé no que estava por vir. O por vir se revela aos poucos, e posso garantir que tem sido muito, mas muito mais do que imaginei que pudesse receber em troca do esforço. Vocês que acompanham viram que o primeiro semestre foi frenético na quantidade de material que pude postar aqui sobre os quadrinhos, mas que neste fim de ano acabou dando uma freada imensa, pois bem, posso afirmar que ambos os períodos foram imprescindíveis para poder ganhar a base teórica e prática para poder escrever as matérias que vocês todos leem. Ano que vem começa logo agora, e, se Deus quiser, que ele possa ser recheado de muitas matérias legais, notícias positivas para essa nossa paixão literária, e de muitos projetos a se concretizarem, tanto no âmbito profissional quanto no pessoal, no familiar, no emotivo, e no que mais vocês precisarem.

Capa da adaptação para os quadrinhos da obra de Arthur C. Clarke '2010' pela Marvel, sei que não tem nada a ver com nada, mas achei que seria uma forma mais quadrinística de desejar feliz 2010. XD


Obrigado pelo apoio de vocês, leitores, que fazem do meu blog uma parte importante da minha história. Que Deus os abençoe abundantemente, e que 2010 também possa ser o ano de vocês.

Os vejo no ano que vem!

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Feliz Natal!!!

Por Gabriel Guimarães
Caros leitores, venho aqui desejar a todos vocês um natal maravilhoso, cheio de paz, alegria, comunhão, e muitas histórias em quadrinhos de presente!
Que possamos também renovar nossas forças para continuar produzindo conhecimento de nossa área e mostrar que bons quadrinhos não se limitam às obras de Stan Lee no início do Surfista Prateado ou às de Eisner narrando as histórias urbanas. O futuro nos aguarda, e que possamos preenchê-lo com muitas histórias verdadeiramente boas para serem dadas de presente e postas em baixo das árvores de natal nos anos por vir. Novamente, aqui vão meus mais sinceros votos de harmonia e alegria, satisfação e esperança, porque, acreditem, tudo é possível àqueles que amam a Deus, basta sabermos ter paciência.

******FELIZ NATAL!!!******

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Eisner, o Flâneur dos Quadrinhos



Por Gabriel Guimarães


Will Eisner foi um dos pioneiros das histórias em quadrinhos no início do século XX, apesar de ele só ter passado a ficar mais em evidência a partir da década de 1970. Habitante dos bairros judeus de Nova York, Eisner ganhou destaque pela profundidade emotiva de suas obras, em especial aquelas que tratavam do período negro da história americana durante a crise de 1929 nos Estados Unidos, retratando em muitas delas a determinação da população que, mesmo sem ter condições de uma vivência um mínimo que positiva em muitos casos, permanecia batalhando por algo melhor.
Como Eisner afirma,: “Por meio do manejo habilidoso dessa estrutura aparentemente amorfa [da arte da narração] e de uma compreensão da anatomia da expressão, o desenhista pode começar a empreender a exposição de histórias que envolvem significados mais profundos e tratam das complexidades da experiência humana.”[1], seus trabalhos foram muito marcados por uma humanização única das personagens, feita de maneira sutil e marcante.
Baseado nas definições propostas por Walter Benjamin no seu texto “O Flâneur”, e suas considerações sobre a posição do transeunte dos textos de Edgar Allan Poe e Baudellaire, sinto-me em condições de enquadrar Eisner como praticante da flanérie uma vez que tal qual Benjamin afirmou que “a rua se torna moradia para o flâneur que, entre as fachadas dos prédios, sente-se em casa, tanto quanto o burguês entre suas quatro paredes.”, é possível observar isso nas obras de Eisner, que costumam tratar da vida nos grandes centros e das reações humanas a ela, sendo muito pouco limitadas por histórias entre quatro paredes apenas, indo além, para um ambiente público e urbano.
Obras como “Um Contrato com Deus” (1978), “Avenida Dropsie” (1995), “Nova York: A Grande Cidade” (1981), “O Edifício” (1987), “Cadernos de Tipos Urbanos” (1989) e “Pessoas Invisíveis” (1992) são exemplos máximos disso, uma vez que, semelhante ao personagem protagonista de Poe em seu conto “O Homem da Multidão”, os olhos do artista através dos quais observamos as histórias são focados em personagens corriqueiras que nos chamam atenção muitas vezes pelo seu arquétipo humanizado. Sem caracterizar absolutamente um personagem sequer, Eisner deixa todos as pessoas que aparecem sem nome, sem identificação, sendo estes então tratados apenas como seres em trânsito, indo ou voltando do trabalho, cujas ambições muitas vezes passam desapercebidas dos olhares alheios, mas que por trás de cada um há uma história, há uma narrativa a ser contada.
É ainda mais evidente a flanerié de Eisner em seu único personagem cuja alcunha e fisionomia eram sempre reconhecidas todos os meses, o herói detetive Spirit, que não possuía sequer identidade secreta. Funcionando como uma visão pura da análise de suspeitos, Spirit foi um personagem muito marcado pelo fato de suas histórias quase nunca terem o protagonista em primeiro plano, dando muito mais atenção assim aos personagens coadjuvantes e ao seu lado mais humanizado da história.
Criado em 1940, Spirit destoava do padrão de herói que estava sendo desenvolvido na época, chamando atenção já naqueles tempos para a diferença que uma mudança de abordagem era capaz de fazer por uma história. Eisner adotou o mesmo padrão de narrativa humanizada em todas as suas grandes obras, suas graphic novels (novelas gráficas), termo que foi criado por ele mesmo para definir histórias em quadrinhos adultas de muitas páginas que podiam ser lançadas em formato de livro, e que seria mais socialmente reconhecido que o termo histórias em quadrinhos em si quando ele fosse questionado quanto a sua profissão.
Em sua graphic novel “Nova York: A Grande Cidade”, Eisner produziu uma série de vinhetas (histórias curtas) cujo objetivo era mostrar os fatores que realmente marcavam a cidade grande na visão do autor, vista de ângulos pouco ou nada convencionais, como bueiros, degraus de escada, metrôs – abordando aqui a questão destacada Benjamin do predomínio da comunicação visual a uma comunicação auditiva, onde as pessoas passaram a ter de encarar horas a fio indivíduos desconhecidos sem demonstrar necessariamente uma reação a eles, fato ao qual Eisner trata de maneira bem humorada, revelando-nos por balões de pensamento a infinidade de interesses inerentes de cada pessoa no vagão –, latas de lixo, hidrantes, caixas de correio, postes de luz, esgoto e janelas – este último talvez seu trabalho de maior destaque pela sensibilidade dada às idas e vindas dos habitantes da cidade e às representações simbólicas destas, como os quadrinhos anteriores demonstram.
Tal qual Poe destacou o fluxo das massas num ambiente urbano repleto de locais, ambientes e esferas específicas com seus respectivos habitantes para cada um, Eisner o fez em suas obras mostrando as diferenças dos bairros de população mais nobre, de renda mais farta, e os bairros pobres, marcados pela violência, pela existência de gangues, pelas muitas histórias de trabalhadores que dedicam suas vidas ao serviço e não vêem sua recompensa chegar, etc. Basta uma breve olhada em obras como “A Força da Vida” (1978), “Pessoas Invisíveis” e até os já mencionados “Avenida Dropsie” e “Nova York: A Grande Cidade” para poder constatar essas mudanças.
Entretanto, talvez seja na capa da coletânea mais recente de suas obras “Nova York: A Vida na Cidade Grande” e nas artes interiores de seu trabalho “Caderno de Tipos Urbanos” que a figura do flâneur pode ser vista mais nitidamente, uma vez que o próprio Eisner se retrata como um artista, parado com um bloco de folhas a desenhar em meio ao fluxo inesgotável de seres, que passam sem sequer perceber sua existência, imersos em seus próprios problemas e cotidianos. Eisner, nessas cenas, se mostra o verdadeiro estudioso das multidões, dedicando sua vida e sua carreira a esse objeto de estudo e mercadoria de prazer, fato confirmado pela afirmação de Eisner que “o tempo da cidade tem uma cadência especial. É afetado pela breve duração dos eventos. (...) O ritmo é um elemento da velocidade que dita como os habitantes têm de negociar o movimento. E o espaço é a limitada área habitável deixada pelos obstáculos no labirinto de concreto”[2], como pode ser visto abaixo.




Em sua vida, poucas foram as obras desse autor que não lidaram com essa temática, como “Último Dia no Vietnã” (2001) e alguns contos ilustrados que produziu como “O Último Cavaleiro Andante” (1999), que retratava a história escrita por Cervantes do cavaleiro Dom Quixote. Além dessas, houve algumas obras de autobiografia feitas por ele também, como “O Sonhador” (1986) e “No Coração da Tempestade” (1991), que contavam suas experiências de vida.
Tal qual Dickens se queixou da falta do barulho da rua, que era indispensável para a sua produção, fez Eisner, quando se mudou para o estado da Flórida, e não suportou viver lá por muito tempo, regressando o mais rápido que pôde para sua vida na sua cidade grande, lar de seus desejos e fonte de seus sonhos, Nova York. Lá, voltou a residir, produzir, criar, sonhar, até 2005, quando faleceu aos 87 anos.
Will Eisner foi, portanto, um homem da vida pública, cujo trabalho reflete sua paixão pela vida nos grandes centros como poucos o fizeram, adotando para si a visão de observador, estudioso dos movimentos, das idas e vindas, do fluxo com que os turbilhões de pessoas cruzam as ruas diariamente. Sua visão vai além do normalmente esperado, revelando-nos pela sua narrativa gráfica todo um novo mundo de interpretação dos fatos e eventos, uma interpretação pelo olhar de mera figura humana, limitada, esquizofrênica, porém forte em meio às fraquezas da vida. Seu fascínio pelas multidões pode se comparar ao do personagem de Poe, se não ultrapassá-lo, porque até seus últimos dias de vida, esse grande mestre dos quadrinhos, referência para todos os pretensos quadrinistas que vieram depois dele, permaneceu produzindo obras que exacerbavam os grandes centros, suas selvas de concreto, que eram suas grandes fontes de inspiração.


BIBLIOGRAFIA:



BENJAMIN, Walter. O Flâneur, editora Brasiliense, 1989.
POE, Edgar Allan Poe. O Homem da Multidão, editora Cultrix, 1985.
EISNER, Will. Quadrinhos e Arte Seqüencial, editora Martins Fontes, 2001.
EISNER, Will. Narrativas Gráficas, editora Devir, 2008.
EISNER, Will. Um Contrato com Deus, editora Brasiliense, 1978.
EISNER, Will. O Edifício. In: Nova York: A Vida na Grande Cidade, editora Companhia das Letras, 2009.
EISNER, Will. Caderno de Tipos Urbanos. In: Nova York: A Vida na Grande Cidade, editora Companhia das Letras, 2009.
EISNER, Will. Pessoas Invisíveis. In: Nova York: A Vida na Grande Cidade, editora Companhia das Letras, 2009.
EISNER, Will. Nova York: A Vida na Grande Cidade, editora Companhia das Letras, 2009.
EISNER, Will. A Força da Vida. Editora Devir, 2007.
EISNER, Will. Avenida Dropsie, editora Devir, 2004.
EISNER, Will. Pequenos Milagres, editora Devir, 2006.
EISNER, Will. O Último Cavaleiro Andante, editora Companhia das Letras, 1999.
EISNER, Will. Último Dia no Vietnã, editora Devir, 2001.
EISNER, Will. O Sonhador, editora Devir, 2007.
EISNER, Will. No Coração da Tempestade, editora Abril, 1996.


[1] EISNER, Will. Quadrinhos e Arte Seqüencial, editora Martins Fontes, 1999.
[2] EISNER, Will. Nova York: A Vida na Grande Cidade, editora Companhia das Letras, 2009.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Retomando Algumas Atividades

Por Gabriel Guimarães
Caros leitores, como perceberam, não posto nada novo relacionado a quadrinhos há um tempo já, como esclareci na última postagem até, uma vez que estava com trabalhos de faculdade se acumulando por fazer, e nenhum deles com possibilidade de relação com quadrinhos, na exceção do caso jornalismo e quadrinhos, que foi apresentado última quarta-feira (18/09), cujo tema na verdade de minha parte foi a parte antropológica dos meios de comunicação, em especial o jornal, que consegui relacionar com os quadrinhos de Manfred Sommer, "Memórias de um Correpondente - Frank Cappa", material de excelentíssima qualidade que aborda a mídia e a vida no meio dos conflitos transmitidos pelos meios de comnicação internacionais. Como o material escrito ainda está sendo desenvolvido, ainda vou postá-lo futuramente. Além dele, agora surgiu a possibilidade também de fazer um trabalho comparando a figura do Flâneur, criado por Edgar Allan Poe e Baudellaire, e analisada por Walter Benjamin, com os quadrinhos de Will Eisner e outros autores urbanos. Também pronto, este trabalho será postado aqui.
Mais uma vez gostaria de me desculpar pela demora com novas matérias e análises, mas brevemente estarei retomando um ritmo mais ativo.
Agradeço desde já a compreensão, continuem lendo quadrinhos, fiquem com Deus.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Tudo Está Bem com o seu Monitor

Por Gabriel Guimarães
Galera, sei que não tenho postado muitas matérias no blog, na verdade, há mais de um mês que não posto nada, mas é que a faculdade tem estado meio puxada esse período, e a quantidade de trabalhos que tive liberdade para fazer sobre os quadrinhos tem sido mais escasso que o previsto.

Agradeço a paciência de vocês, e lhes garanto que uma vez em condições de retomar a postagem de matérias quadrinísticas, voltarei a fazê-lo.

Gostaria apenas de deixar uma observação aqui com relação a uma coisa que percebi nesse meio tempo: postei um pedido de ajuda na comunidade do orkut 'Jornalismo e quadrinhos' quanto a um trabalho que tenho desenvolvido sobre formação do discurso jornalístico em quadrinhos, porém não recebi a menor resposta ou consideração que seja. Fiquei bastante decepcionado com tal egoísta ação dos membros da comunidade, porque para crescermos como indivíduos é primeiramente necessário que cresçamos como conjunto. Um conjunto de estudantes, conjunto de profissionais, conjunto de artistas, conjunto de amantes do meio. Um conjunto de sonhadores que farão de tudo para tornar seus sonhos reais.
Só queria deixar essa observação aqui.

Mais uma vez, agradeço a compreensão e espero que curtam as matérias mais antigas aqueles que não as leram ainda enquanto vou pensando no desenvolvimento de novas. Aos leitores mais antigos, agradeço em dobro sua paciência.
Fiquem todos com Deus, e continuem lendo quadrinhos!