quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

O Ano Em Que Os Quadrinhos Voltaram Das Férias

por Gabriel Guimarães


O ano vai chegando ao fim e começamos a refletir sobre o que ele significou para cada um de nós. Para os quadrinhos, o sentimento é semelhante.
Em 2008, vimos eventos que abalaram os pilares dos principais universos dos quadrinhos.

Na Marvel, testemunhamos a morte do Capitão América após a 'Guerra Civil', e o reinício da vida do Peter 'Cabeça-de-Teia' Parker sem a sua amada Mary Jane, em 'Um Novo Dia'.Pela DC, o Lanterna Verde Hal Jordan passa pela sua mais árdua tarefa desde seu ingresso na Tropa dos Lanternas Verdes, em 'A Noite Mais Escura', e o mais jovem da linhagem Flash morre ao ser atacado pelos vilões de Central City, em 'Velocidade Máxima'.

Para o Brasil, o sentimento que fica é o de perda, com o falecimento de grandes artistas do setor nacional de gibis, como Eugênio Colonnese, Gedeone Malagola e Oscar C. Kern, e do susto passado pelo autor Samicler Gonçalves com seu estado de saúde. Entretanto, o Brasil pôde comemorar os 70 anos de publicações da DC aqui dentro com muitas edições especiais lançadas pela Panini Comics.

2008 teve de tudo um pouco. Foi o ano de maior incentivo aos quadrinhos pelo PNBE (Programa Nacional da Biblioteca na Escola) e o ano em que nós, brasileiros, pudemos ver em primeira mão a chegada à adolescência da turma da Monica. Neste ano, os quadrinhos no cinema foram marcados pelo segundo filme do Batman, cujo sucesso nas salas de exibição só não bateu o maior recorde da história, pertencente ao filme 'Titanic', e pela estréia do filme do Homem de Ferro, primeiro feito pela divisão de cinema da Marvel.

Um ano de histórias acaba, e outro já começa, com muito pelo que esperar ansioso nas bancas de jornal, como a 'Crise Final', de Grant Morrison, e a 'Invasão Secreta', de Brian Michael Bendis. Podemos não saber o que está por vir, mas tudo nos mostra que 2009 será um ano de ação ininterrupta nas histórias e de muito reconhecimento para esse meio de comunicação tão pouco valorizado. Agora, nossa tarefa é esperar e torcer pelos quadrinistas brasileiros, para que consigam alcançar um lugar nos anais do estudo da arte nacional como sempre almejaram. Aqui vão meus votos de paz e muita alegria para todos os leitores, que Deus abençoe muito suas vidas e os leve a muitas conquistas e vitórias nesse ano por vir.

FELIZ 2009!

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Uma Nova Fronteira Para o Heroísmo

por Gabriel Guimarães





Em DC: A Nova Fronteira, o autor Darwyn Cooke nos revela o lado humano dos super-humanos. Focando sua história na vida pré-Lanterna Verde do piloto de jatos Harold 'Hal' Jordan, ele analisa em cada aspecto o surgimento do conceito de super-herói. Seja em Gotham, mostrando desde o surgimento do Batman até a 'adoção' de Robin, ou em Central City, desde as ações do Flash até a sua caça pelo governo, o roteirista incrivelmente torna o universo DC autêntico e, acima de tudo, humano.



Mas talvez seja no surgimento do Caçador de Marte que Cooke tenha tornado esta obra um tipo único. Chegando perdido no laboratório do doutor Erdel, que ao vê-lo, morre de enfarte, J'onn J'onzz assume a forma do doutor para sair pelas ruas da Terra. Consegue um apartamento, onde adquire a cultura humana por meio dos programas de televisão, e se transforma no detetive John Jones, que logo encontra Batman numa de suas missões em Gotham. Conforme passa o tempo, J'onn se conecta mais ao povo terráqueo, porém, descobre que o governo planeja secretamente enviar uma nave para Marte. Preocupado com o que o governo faria se soubesse de sua existência, ele tenta fugir no foguete, mas o agente Faraday o encontra e eles entram em confronto. Apesar de J'onn ganhar, ele não vai no foguete para salvar a vida de Faraday, que ficara caído perto do local de lançamento, e, infelizmente, acaba sendo aprisionado pelo governo. Quando o 'Centro' surge, querendo destruir a humanidade por ter corrompido a perfeição do planeta pré-histórico, J'onn é chamado para a linha de defesa, ajudando os heróis a derrotarem o gigantesco monstro.


No final, Darwyn Cooke ainda cria um epílogo com texto de um discurso presidencial de John F. Kennedy capaz de sensibilizar até os mais fortes emocionalmente. ''Toda a humanidade aguarda nossa decisão. Um mundo inteiro espera ver o que faremos. Não podemos faltar com a confiança, não podemos deixar de tentar.''

Resumindo talvez numa frase esta obra, acredito que seria ''Sejamos nossos próprios super-heróis''.
Cooke entra definitivamente para os anais das histórias em quadrinhos de uma forma diferente da maioria no ramo de quadrinhos de heróis, através da humanização de seus personagens ao invés da elevação de suas características sobre-humanas.




NOTA GERAL: 5 estrelas.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Pra Não Dizer Que Não Falei De Quadrinhos

por Gabriel Guimarães

arte de Darwyn Cooke

Bem vindos em primeira mão ao blog 'Quadrinhos pra quem gosta', o lugar ideal para debater histórias em quadrinhos e encontrar artigos sobre o ramo quadrinista. Aqui, vocês encontrarão tudo o que sempre buscaram, mas nunca acharam, artigos feitos por quem entende do negócio de verdade, os fãs, crônicas sobre as maiores histórias em arte sequencial e calorosos debates sobre a razão de vocês estarem aqui, as HQs!
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