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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Bienal: Sete Dias

Por Gabriel Guimarães


Como previsto, o dia de hoje na 15ª edição da Bienal do Rio de Janeiro foi marcado pela quantidade de pessoas que visitou os pavilhões do Rio Centro. Excedendo em muito o número de visitantes dos outros dias, foi bastante difícil conseguir encontrar o espaço necessário para saborear o evento, porém, isso não foi impossível.

Desde a manhã com filas enormes tanto dentro quanto fora do evento, o dia marcou um forte estímulo à leitura, com a presença de autores ilustres como Laurentino Gomes e Ziraldo, e, nem de longe, foi um dia que se limitou à super lotação que o caracterizou. No estande da editora Singular, parte da editora Ediouro, por exemplo, ocorreu o lançamento do livro "Reféns", escrito por Rafael Neves, que conseguiu ter uma boa recepção do público e uma boa troca entre o autor e seus leitores. A presença do padre Marcelo Rossi, também, foi outro acontecimento que movimentou muito vários grupos de pessoas que haviam ido à Bienal para o encontrar, e foi um fato marcante no dia.



Volumes presentes no estande da Editora Francesa

Para os quadrinhos, fica o impressionante acervo que a Editora Francesa ostenta em seu estande, com muitos livros clássicos de quadrinhos, em especial, muitas obras de Moebius, e alguns dos livros do gaulês Asterix, criado por Gosciny e Uderzo. Os livros, entretanto, estão em francês, mas ainda assim, valem uma visita e uma demorada folheada pelas suas belas páginas e acabamento de primeiro nível. No estande da editora Luz & Vida, a arte sequencial também ganhou destaque através do mural do Smilinguido, onde os personagens de quadrinhos infantis puderam ser bem lembrados pelo público que passou à sua frente para tirar fotos.

O mural do Smilinguido fez bastante
sucesso entre os visitantes

O público da nona arte hoje marcou hoje bastante presença, e os estandes voltados exclusivamente para o meio ficaram abarrotados de pessoas por todos os lados, ainda que suficientemente sob controle para que todos pudessem procurar todas as edições que estavam procurando.

A partir de agora, começam os últimos dias desse grande evento que é a Bienal, porém, ainda há muito que se falar dele, sem dúvida. Para o porvir, resta apenas aproveitar e torcer para novos bons dias para os quadrinhos nessa imensa feira literária, capaz de atrair tantos potenciais leitores.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Bienal: Capítulo Seis

Por Gabriel Guimarães


Os pavilhões do Rio Centro foram hoje cenário de algo que tem faltado muito para a formação da juventude nos dias atuais: um exemplo de vida. No estande da editora Novo Conceito, aconteceu o lançamento do livro "Uma Vida Sem Limites", escrito a partir das experiências do americano Nick Vujicic. Nascido sem pernas e nem braços, ele se tornou um dos grandes exemplos de superação da atualidade, ao usar sua vida para demonstrar que não há limites físicos que possam limitar de verdade o espírito humano quanto a até onde pode chegar, se assim tiver vontade. Apesar de o dia não ter tido tanto público quanto deveria para um acontecimento desse nível de importância, o testemunho de Nick pôde ser observado por muitas crianças, que estavam andando pelos pavilhões em excursões escolares, e não existe nada mais essencial que isso.

É através desses exemplos de vitória que o artista brasileiro precisa se inspirar, que o fôlego na luta pelo reconhecimento dos quadrinhos enquanto meio de comunicação e obra de arte se renova, e, portanto, não poderia, nem deveria, ficar de fora da cobertura da 15ª edição da Bienal do Rio de Janeiro.

Para os outros destaques do dia, vale comentar que a editora Taschen está com uma luxuosa cópia lacrada do livro "75 Years of DC Comis: The Art of Modern Mythmaking", escrita pelo editor da DC, Paul Levitz (e que já foi comentada aqui no blog antes, na matéria sobre a reformulação do universo DC), que atrai olhares de todos os que passam por ali. Entre os outros estandes, continua o sucesso da Comix e da Panini e a quantidade considerável de estandes com revistas a preços bastante acessíveis, a fim de instigar novos leitores.

O dia foi tranquilo, como uma calmaria antes da chuva. Amanhã, o Rio Centro promete estar mais lotado do que em todos os dias anteriores, em decorrência do feriado, e com certeza, haverá muita atividade por lá. Aguardemos para ver o que o dia de amanhã reserva para a nona arte.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Bienal: O Quinto Elemento

Por Gabriel Guimarães


A Bienal hoje viveu um pouco de calma após o final de semana tão agitado. Houve mais tempo para que os profissionais lá empregados tomassem o fôlego necessário para manter a atenção nos visitantes e, assim, poderem ajuda-los em suas jornadas.


Estande grande da editora V&R
dedicado ao "Diário de um Banana"

Estandes como o da editora Vergara & Riba (mais popularmente conhecida como V&R Editores), focado na obra "Diário de um Banana", que já foi premiado com o Eisner Award, chamaram muito a atenção, e produziram bons comentários por parte do público, tanto dos jovens quanto dos recorrentes leitores da série de livros. Inclusive, quanto à história, já está sendo finalizada a produção do segundo longa metragem baseado nela e, em breve, estará disponível nos cinemas ao redor do Brasil.

Entre os demais destaques do dia, fica uma observação para a carência que o ambiente do Rio Centro tem, em relação à conectividade dos aparelhos eletrônicos. Para um evento do porte internacional que a Bienal é, mostra-se absolutamente necessário que exista uma rede wireless disponível para os usuários utilizarem nos pavilhões, assim podem trocar informações sobre o evento e pedir ou receber informações sobre o que está acontecendo nos estandes de seu interesse. Os setores das editoras voltados para a distribuição de informação e por criar uma via de comunicação com os leitores deveriam tomar alguma providência quanto a isso, que tem sido um incômodo considerável para muitos.

Ademais, o dia teve o lançamento do terceiro volume da série de livros "Como Treinar Seu Dragão", pela editora Intrínseca, que foi algo bastante interessante para os que estiveram presentes. Uma vez que foi adaptado pela Dreamworks para um filme de animação em 2010, a história ganhou muitos admiradores, e tem gerado bons rendimentos para os responsáveis por sua publicação.

Versão Go-go da pequena Mônica
Outro material que tem rendido ótimo retorno é a nova série de bonecos Go-gos da Turma da Mônica, que já estão sendo colecionados por crianças de todas as idades, dos 8 aos 80 anos, e tem praticamente voado para fora do estande da Panini e das bancas de jornal que já estão com esse material disponível para venda.

O ambiente continua muito interessante e demonstra estar se preparando para o dia em que deve receber o maior número de visitas de todos os dias do evento, a quarta-feira, dia 7 de setembro, no feriado do Dia de Indepência do Brasil. Muitos dos que não foram até o momento para conferir as atividades nessa 15ª edição da Bienal no Rio de Janeiro estão apenas aguardando a chegada do grande feriado para fazê-lo, e esse dia, meus caros leitores, promete ser o mais agitado de todos. Aguardemos para ver.

domingo, 4 de setembro de 2011

Bienal: Episódio 4 - Uma Nova Esperança

Por Gabriel Guimarães


Em meio ao dia de maior potencial de visitas até agora da 15ª edição da Bienal do Rio de Janeiro, muitas famílias e profissionais do meio aproveitaram seu domingo para caminhar pelos corredores do Rio Centro e conferir a grande feira literária que estava se dando. Por essa razão, os estandes hoje estiveram verdadeiramente lotados. A Comix precisou de fila para que houvesse apenas um número razoável de pessoas no seu interior por vez, e a Panini precisou fechar de tempos em tempos as entradas para que todos os clientes pudessem ser atendidos. Com tanta agitação assim, o dia parece ter sido difícil, mas não foi, nem um pouco.

Livro produzido pela
parceria inédita entre Ziraldo
e Maurício, lançado hoje

Hoje, para a alegria de seus milhares de leitores presentes, o padrinho dos quadrinhos brasileiros, Maurício de Sousa, esteve autografando quase ininterruptamente seus lançamentos em muitos estandes, como os das editoras Ave Maria, Panini e Melhoramentos. Fosse a edição "Minha Primeira Bíblia da Turma da Mônica", "MSPnovos50", ou então o livro que foi uma inédita parceira sua com o cartunista carioca Ziraldo, "O Maior Anão do Mundo", Maurício atendeu a todos os presentes que haviam recebido as senhas necessárias nos estandes antes do início das sessões, o que trouxe uma alegria sem medidas a cada um.



O pequeno Maurício,
atrás do grande Maurício

Mesmo com a presença de ilustres convidados, como a atriz e cantora americana Hillary Duff e os repórteres âncoras do Jornal Nacional, Fátima Bernardes e William Boner, o nome mais falado em quase todos os estandes foi o de Maurício de Sousa, o que ficou perceptível para qualquer um dos visitantes do evento. Uma vez que seu material pode ser encontrado em bancas de livros na maioria das editoras, como a L&PM ou a Globo, e suas revistas hoje representam 85% das vendas da editora Panini, esse reconhecimento e admiração são totalmente justificados. O público hoje teve chance de mostrar seu carinho por Maurício, e este, defnitivamente, mostrou seu imenso carinho por todos os seus leitores, proporcionando momentos inesquecíveis para muitos.

Entre os destaques do dia, também estão a editora Babel, que está com um material voltado para o público mais novo com personagens como o Capitão América e o Homem-Aranha em seu estande, e o volume de pessoas nas praças de alimentação do evento, que deram uma boa imagem geral do contingente de visitantes no dia.

O primeiro fim de semana dessa edição da Bienal chega ao fim, mas as memórias de seus acontecimentos marcantes ficará para sempre nas mentes e corações dos que puderam saboreá-lo. Ao longo dessa semana, haverá muito mais acontecendo, e novas oportunidades surgirão para aproveitar toda essa produção voltada à literatura, ensino e enriquecimento cultural. Cabe apenas a nós querermos aproveitá-las.

sábado, 3 de setembro de 2011

Bienal: A Trilogia

Por Gabriel Guimarães


No primeiro sábado desde o início da 15ª edição da Bienal do Rio de Janeiro, a palavra do dia parece ser "especial". Muito agitada desde a manhã, com a presença de grandes nomes do mercado literário como Thalita Rebouças e Ferreira Goular, a feira atraiu muitas famílias e o clíma esteve mais leve do que no dia anterior. Com a imensa diversidade nos estandes, os gostos de todos puderam ser saciados, tornando o dia uma experiência bastante prazerosa.


Ziraldo esteve autografando
vários livros em vários estandes
Não foi, porém, apenas para o público de livros em geral, que grandes nomes estiveram presentes. A Bienal hoje contou com uma excelente safra de profissionais dos quadrinhos, que atenderam seu público com uma primazia que merece um destaque aqui no blog. Com nomes como Maurício de Sousa, Ziraldo, Fábio Moon, Gabriel Bá e Estevão Ribeiro, o dia foi bastante cheio e movimentado. O padrinho dos quadrinhos brasileiros e criador da turminha da Mônica esteve em uma quantidade impressionante de estandes, autografando e tirando fotos com centenas de seus leitores, que puderam sentir de perto a bondade desse profissional tão querido. Quase ininterruptamente, Maurício foi de um estande para o outro, sempre preocupado em não deixar as filas de fãs e admiradores sem resposta. Todo esse cotnato que ele tem com o público é talvez o maior diferencial na sua personalidade em relação a tantos que alcançam o sucesso e esquecem suas origens.


Estevão Ribeiro, em frente
a seu personagem, autografa
no estande da Saraiva
Os estandes estiveram também lotados de leitores ávidos pelas revistas e livros de arte sequencial e novamente o bom atendimento e a consideração com o público foi o grande diferencial. Por mais que isso tenha sido dito nas matérias anteriores, a sua importância requere que seja repetida, pois trata-se de um fator fundamental para um evento do porte que é a Bienal, que atrai milhares de pessoas todos os dias para os seus largos pavilhões.

Ao longo do dia, também aconteceram sessões de autógrafo que atraíram muito o público, como o do livro "O Livro dos Gatos" e a coletânea de tiras dos "Passarinhos", feitos pelo carioca Estevão Ribeiro, que atendeu a todos que compareceram de forma bastante receptiva no estande da Saraiva. No estande da Panini, que foi dominado hoje pelas imensas filas para os caixas, houve o lançamento da HQ "Daytripper", dos gêmeos Moon e Bá, que também causou uma movimentação bastante agitada por parte do público (e cuja presença hoje lá foi emocionalmente descrita pelos próprios, em seu blog 10 Pãezinhos).

Os gêmeos Fábio Moon e Gabriel Bá
autografaram muitos exemplares
no estande da Panini
O dia foi muito especial, pela presença de grandes figuras do mercado editorial brasileira, e ainda acima disso, das grandes pessoas que são essas figuras. Para quem esteve lá, ficou o sentimento bom de um momento que valerá sempre a pena lembrar, e que conseguiu um espaço bastante especial nos nossos corações. O caloroso encontro com Sidney Gusman, grande responsável pela produção dos três volumes do MSP50 (cuja estratégia de divulgação para a terceira parte foi analisada aqui no blog), foi talvez um dos melhores momentos do dia, e refletiu o quão agradável tem se mostrado essa edição da Bienal.


Tem sido um imenso prazer para os presentes esse evento, e os dias por vir demonstram bastante potencial para repetirem esse sentimento. Desde já, fica uma nota para agradecer a todos os responsáveis por esses momentos tão importantes. Amanhã tem mais!

terça-feira, 24 de maio de 2011

Lançamento de livro no Amapá

Por Gabriel Guimarães


No próximo dia 17 de junho, no Sesc Centro, em Amapá, será lançado o novo livro do professor Ivan Carlo Andrade de Oliveira, mais conhecido por seu pseudônimo literário Gian Danton, entitulado "O Roteiro nas Histórias em Quadrinhos".

Conhecido no mercado de quadrinhos pela sua graphic novel Manticore, que venceu os prêmios Ângelo Agostinni, HQ Mix e o prêmio da Associação Brasileira de Arte Fantástica, foi roteirista também de projetos em parceira com o talentoso desenhista Eugênio Colonnese. Além disso, escreveu vários livros teóricos sobre as histórias em quadrinhos, analisando as relações da obra Watchmen (também analisada em matéria aqui no blog há algum tempo), de Alan Moore e Dave Gibbons, e a teoria do caos; o laço entre a arte sequencial e a ciência; e um livro anterior a esse também sobre a produção de roteiros para quadrinhos. Os dois primeiros foram lançados pela mesma editora que publica essa sua nova obra, a editora Marca de Fantasia, já essa versão inicial sobre os roteiros de quadrinhos, foi publicada pela editora Popmídia em 2009.
Em 2010, Danton foi um dos profissionais de quadrinhos que participaram da criação do especial MSP+50, em que criou uma história do personagem de Maurício de Sousa, o Astronauta, em parceria com o cearense JJ Marreiro. Atualmente, ele é colaborador da revista MAD e de edições especiais da editora Escala e constante parceiro na criação de fanzines nacionais, além de escritor de contos premiado.

No evento do dia 17 de junho, Danton também estará vendendo e autografando no local outras de suas obras já publicadas, tanto de ficção quanto de estudo para introdução à metodologia científica. Para quem estiver por perto, vale a pena conferir.

sábado, 21 de maio de 2011

O Amor Está nos Quadrinhos

Por Gabriel Guimarães

Desde a criação da Turma da Mônica há décadas, o desenhista paulistano Maurício de Sousa foi se consolidando no panorama nacional como o padrinho dos quadrinhos brasileiros, mostrando os usos possíveis para esse meio de comunicação que ainda se consolidava. Ao longo dos anos, os rostos de seus personagens estamparam campanhas a favor da alfabetização e do respeito às diferenças e contra atitudes de violência ou de bulying (tema hoje comum em qualquer discussão sobre a criação de crianças e jovens ao redor do mundo todo). Por mais tempo do que qualquer um poderia prever, sua criação se fez fator presente na formação de novas gerações de leitores, tornando-se parte do imaginário popular brasileiro quando associado às questões da juventude. Porém, como qualquer mercado de bem, as revistas desses personagens sofreram algumas quedas de vendas e de prestígio com o surgimento de novas mídias e a mudança na ênfase dada aos quadrinhos, ainda que os estúdios desse grande mestre tenham sempre se esforçado ao máximo para definir e adotar as mais recentes tendências que o público pudesse estar precisando.

Em 2008, ocorreu uma mudança de paradigma tão grande que poderia decretar o fim do sucesso caracterizado pela turminha de Cebolinha, Cascão e cia, ou então o seu renascimento para toda uma nova gama de leitores e admiradores da nona arte. Tomando como base algumas impressões que ele estava adquirindo nos últimos anos e informações sobre as mudanças de consumo de quadrinhos pelo público cuja faixa etária se desejava atingir, Maurício arriscou sua sorte no lançamento de uma versão repaginada dos seus clássicos e adorados personagens, no que veio a se tornar a Turma da Mônica Jovem.

Sei que já fiz uma matéria descrevendo o quanto esse evento representou para os quadrinhos na década aqui no blog antes, porém, o que venho a destacar neste dia é um acontecimento que trará muita repercussão para o futuro desses personagens. Por mais que tente se negar, todos os leitores sempre associaram os personagens da turma da Mônica em formas de casais, fosse devido à afinidade ou então a um relacionamento tão particular que não pode ser apenas mera amizade, e é dessa forma que o casal Mônica e Cebolinha teve sua concepção.

Nenhum garoto, por mais novo que seja, se esforçaria tanto para provocar uma garota se não houvesse por trás desse exterior de rivalidade um imenso sentimento de amor. Mesmo sendo surrado, ignorado e às vezes até tendo menos atenção do que os outros meninos da rua, Cebolinha sempre se manteve ao lado de Mônica, e sempre se dispôs a lutar quando fosse preciso, por ela. Sempre por ela.

Na edição número 4 da Turma da Mônica Jovem (diga-se de passagem, a edição que mais se vendeu na história do título), esse eterno romance platônico se consolidou na forma de um beijo, que preencheu a capa da edição e os corações e mentes dos leitores atuais e dos mais antigos da turminha. Entretanto, muito se passou depois disso e nada mais chegou a esse nível. Parecia que o amor tinha ficado em segundo plano e simplesmente fora deixado de lado. E é nesse panorama geral que, às vésperas do dia dos namorados, Maurício vem nos trazer a experiência máxima que tanto se esperou nos seus quadrinhos.

Na edição desse mês da revista, de número 34, que terá o lançamento antecipado por conta da enorme procura (dia 24 de maio sai em São Paulo, dia 25 no Rio de Janeiro e dia 26 nas demais partes do país), Cebolinha, depois de tanto sofrer nas mãos da garota de vestidinho vermelho e dentes "destacados", decide pedir Mônica em namoro, dando assim o próximo passo na relação dos dois e na forma do público se sentir conectado às histórias.

A procura pela edição, eu imagino, será colossal, e deve levar o título ao patamar de principal produto de quadrinhos vendido no bimestre maio/junho. Aos que admiram as histórias em quadrinhos tanto quanto eu, essa notícia não pode passar em branco, e merece um destaque imenso aqui no blog por tudo que a turma da Mônica já fez pela arte sequencial no Brasil e pela forma como a produção de quadrinhos brasileiros é vista no mundo, além, é claro, do quanto esses personagens significaram e ainda significam na vida de todos os leitores de quadrinhos no país. Portanto, fica aqui meu mais sincero agradecimento ao grande mestre que é Maurício de Sousa; minha mais pura admiração por toda a sua equipe de trabalho, que o auxilia todos os dias na produção das histórias da turminha, com destaque para o excelente editor e aficcionado da banda desenhada, Sidney Gusman; e um sentimento aqui para os leitores do meu blog: as crianças cresceram, tanto fisicamente (no caso, as filhas de Maurício que o motivaram a criar suas personagens) quanto ficcionalmente, e todos nós crescemos com elas. Hoje, elas dão mais um passo em direção ao futuro, à vida adulta que todos um dia passamos a ter, e momento este cuja transição nós jamais esquecemos pelo resto de nossas vidas quando se dá conosco. Agora, haverão dois momentos de transição a jamais serem esquecidos, duas vertentes, uma real e outra fantasiosa, a serem lembradas com todo carinho e admiração. Não deixe passar a oportunidade de guardar a sua edição desse momento antológico eternamente junto ao seu coração.

sábado, 23 de abril de 2011

Convite Para Escrever O Rei dos Mares

Por Gabriel Guimarães


Desde que os primeiros leitores de quadrinhos conheceram seus personagens favoritos nas revistinhas, sempre houve um desejo de criar suas próprias histórias com o personagem, viver a fantasia de imagina-lo enfrentando esse ou aquele vilão, em uma dada circunstância em um determinado local. Ao longo dos anos, isso rendeu frutos variados para as histórias em quadrinhos mundiais. Alguns, como Jim Shooter, se tornaram roteiristas das grandes editoras ao exporem seus trabalhos em cima dos personagens da casa, enquanto outros, criaram um gênero muito popular e que se expandiu bastante com o passar dos anos, o Fan Fiction, abreviado para fanfic.

Seja de personagens de mangás, de heróis, ou até mesmo da literatura, esse gênero já atraiu muitas pessoas a darem um pouco de sua própria visão de mundo aos personagens que são elemento constante na realidade delas mesmas, expandindo o meio através de quase uma propaganda metalinguística, onde o fã expõe sua relação com o personagem de uma forma tão particular que outros que venham a ler esse conteúdo passam a se interessar em encontrar o material original publicado pelas editoras.

Um trabalho realizado para esse fim, entretanto, como qualquer obra que é disponível para leitura, pode ser de muita qualidade, ou com objetivo único de ridicularizar algo ou de distorcer um pouco ou muito o mundo dos personagens de que se escreve. Essa imensa gama torna possível as abordagens das mais variadas, alcançando inevitavelmente aquele leitor que procura algo de acordo com o que percebe como mais interessante.

Então, é nessa linha de raciocínio, que venho aqui para anunciar o convite que o blog DC Ultimate, que posta histórias fanfic dos personagens do universo DC, veio me fazer há menos de um mês atrás. Eles estão com um projeto de mostrar histórias dos personagens dessa editora de um ponto de vista menos atrelado ao da linha cronológica geral que rege os quadrinhos publicados pela Panini, e me convidaram a tomar parte nessa iniciativa, assumindo um dos títulos que eles pretendem ter de forma regularmente mensal, no caso, o título do Aquaman.
Como descrevi na minha matéria sobre questão de visiblidade (que pode ser lida aqui no blog), esse personagem não dispõe de muito carisma e de uma quantidade muito positiva de procura e de aproveitamento nos quadrinhos da DC, e o novo roteirista-chefe da editora, Geoff Johns, responsável por fases brilhantes do Lanterna Verde e do Flash, está assumindo o personagem para tentar reverter isso. Partindo desse mesmo pressuposto para o rei dos mares num universo cheio de super seres como Superman, Mulher Maravilha, Ajax, etc, decidi aceitar a proposta e, a partir desse mês, escrever o título mensal do Aquaman para o blog DC Ultimate, que conta com admiradores dos personagens da DC de vários pontos do Brasil, desde Macaú (Rio Grande do Norte) a São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Convido, portanto, os leitores deste meu blog, que permanecerá funcionando exatamente como faz hoje, a também darem uma visita a este blog companheiro e a lerem os títulos postados lá, não apenas o meu. Deixo, então, o link do primeiro número do Aquaman que escrevi, que foi publicado hoje, dia 23 de abril, na imagem acima para ser a porta de entrada nessa parceria quadrinística que pode render muitos benefícios aos produtores e aos leitores no futuro, se Deus quiser.

Obrigado mais uma vez a todos pelo apoio que dão ao meu blog e espero que apreciem também a versão que darei ao dono do trono da Atlântida do universo DC nessa minha empreitada.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

"Nós" na HQMix

Por Gabriel Guimarães
Neste sábado, dia 4 de dezembro, estará sendo realizado na HQMix, loja especializada em quadrinhos de São Paulo, o lançamento da história em quadrinhos "Nós - Dream Sequence Revisited", do quadrinista Mario Cau, pela editora Balão Editorial.


Com sua característica particular de narrar a história usando os desenhos e a alternância da espessura do traço, Mario Cau é um dos bons quadrinistas que vim a conhecer na Rio Comicon, e esse trabalho dele, que acompanha um DVD com a versão motion comic da história, vale muito a pena, pois se trata de uma proposta ótima para os quadrinhos como forma de arte e suas possibilidades de abordagem.
O autor e vários outros profissionais da área estarão na Praça Roosevelt, 142, São Paulo/SP a partir das 19h, e a minha dica é que vale muito a pena conferir.