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quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Prelúdio de Uma Nova Bienal

Por Gabriel Guimarães


Amanhã, dia 29 de agosto de 2013, terá início a 16ª edição da Bienal do Livro, na cidade do Rio de Janeiro. Tendo obtido grande sucesso em 2009, com particular destaque para os resultados positivos das atividades envolvendo a arte sequencial, o evento comemora também seu 30º aniversário. Tendo tido início nos salões do Hotel Copacabana Palace, em 1983, a Bienal foi gradativamente ganhando atenção, vindo a ocupar os galpões do Rio Centro, que compreendem 55 mil metros quadrados, há mais de uma década. Com o número de visitantes crescendo volumosamente no decorrer do tempo, crescendo de 100 mil, em 2005, para mais de 640 mil, em 2011, o evento proporciona um olhar mais atento para a literatura e as atividades culturais brasileiras e internacionais.

Tendo o costume de homenagear um país diferente em cada uma de suas edições, o protagonista deste ano será a Alemanha, que contará com um estande especializado e diversos autores dos mais variados gêneros. Entre os que estarão presentes, o destaque fica por conta do quadrinista  Reinhard Kleist, que estará fazendo o lançamento oficial de sua mais recente graphic novel lançada no Brasil pela editora 8Inverso, "O Boxeador". Contando ainda com número recorde de autores estrangeiros, o evento trará nomes como o americano Corey May, roteirista da série "Assassin's Creed" para os consoles, o moçambicano Mia Couto, pseudônimo do biólogo António Emilio Leite Couto, e do crítico artístico britânico Will Gompertz.

Outro elemento de destaque na edição deste ano é a relação da literatura com o futebol, para aproveitar o momento prévio ao acontecimento da Copa do Mundo no Brasil ano que vem. Para debater o assunto, haverá uma série de autores renomados no meio como os jornalistas Juca Kfouri e José Trajano, o professor da UFRJ e escritor Muniz Sodré, dentre tantos outros grandes profissionais do mercado livreiro e futebolístico.

Outro ponto importante é a confirmação da primeira versão do Salão de Negócios, espaço dedicado exclusivamente àqueles que trabalham com o livro enquanto objeto de produção. Elemento comum em feiras literárias internacionais, a Bienal deste ano contará com representantes de editoras internacionais e agentes literários renomados para discutir os rumos do mercado editorial e proporcionar um melhor ambiente para o relacionamento entre empresas. Países como Chile, Gana, Alemanha, Canadá e Estados Unidos estarão presentes, além de muitas editoras do cenário tupiniquim.

Portanto, o evento parece guardar grandes novidades e ainda mais oportunidades de saborear a experiência do livro que em suas edições anteriores. Nos dias seguintes, faremos aqui, no Quadrinhos Pra Quem Gosta, a cobertura completa da XVI Bienal do Livro e convidamos você, leitor, a aproveitar todas as nuances oferecidas pelos organizadores do evento de perto, ao nosso lado. Nos vemos por lá!

domingo, 11 de setembro de 2011

Bienal: Onze Tomos de Uma Grande Saga

Por Gabriel Guimarães
 

Parte do estande da editora
Leya, dedicado ao selo
 de quadrinhos, Barba Negra

E mais uma edição da Bienal do Rio de Janeiro chega ao fim. Após 11 dias de atividade intensa nos três pavilhões do Rio Centro, a feira literária que atraiu centenas de milhares de brasileiros, tanto cariocas, quanto visitantes de outros estados e países, confirmou seu significado cultural e permitiu um aumento na procura do público por material de leitura assombroso. Uma vez que o dia-a-dia do evtno foi bastante marcado pela presença ilustre de diversos autores renomados e excelentes discussões sobre o papel dos livros na vida das pessoas, o dia de encerramento não foi diferente.

Desde a manhã contando com a presença de grandes quadrinistas como Rafael Sicca, Tiago Lacerda, Lourenço Mutarelli, Rafael Coutinho, André Dahmer e do editor Lobo, da editora Barba Negra, que participaram de uma mesa de debate sobre o cruzamento de linguagens nas histórias em quadrinhos, a Bienal teve um dia bastante animado, agregando o público inesperadamente abaixo das expectativas para o derradeiro dia.

Parte dp estande da Ediouro ficou
dedicada ao grupo da Luluzinha,
tanto a versão clássica quanto a jovem
Uma vez que ao final do fechamento dos portões, o evento teria fim, muitos estandes de editoras e livrarias decidiram oferecer descontos consideráveis a quem procurasse seus produtos, dentre os quais, os destaques ficam para a Cosac Naify, com 40% de desconto, e o Grupo Editorial Ediouro, a 50% do custo. Dentre os outros pontos positivos do dia, ficam o estande da editora Melhoramento, com um material que unia de forma interessante a linguagem dos quadrinhos com o texto corrido tradicional da literatura, nos livros da série "O Clube da Faixa Preta", e a plataforma especial montada pela Fundação Biblioteca Nacional, que possuía no seu interior dispositivos de leitura a partir da leitura de movimento do leitor em larga escala, algo que animou muito os que estavam presentes nele.

No dia que marcou uma década do acontecimento que mudou o rumo das sociedades ao redor do mundo inteiro, o evento também não passou despercebido, com edições memoriais dispostas nos estandes, como "À Sombra das Torres Ausentes", de Art Spiegelman, e os dois volumes importados de "11-9", publicado com histórias variadas de artistas americanos remetendo o acidente com as torres gêmeas, o qual custou a vida de quase 3 mil pessoas honradas e cuja memória merece ser lembrada.

Para o restante do dia, também houve bastante atividade nos estandes visitados pelo padrinho dos quadrinhos brasileiros, Maurício de Sousa, com seu fiel escudeiro e gande amigo, Sidney Gusman, e excelentes ofertas nos estandes das já elogiadas Comix, Devir e Panini, que permaneceram completamente lotadas e tiveram um alto rendimento em número de vendas, dentre os quais, o aumento de 50% da primeira, em relação à edição da Bienal de 2009.

Para concluir, toda a Bienal foi algo que não apenas passará, mas permanecerá para sempre na lembrança dos que verdadeiramente se permitiram viver as experiências lá disponibilizadas. Foi um grande encontro, mais do que uma feira comercial, um ambiente de amizade, mais do que um centro de negócios. Os estandes podem estar começando a ser desmontados neste instante, mas isso é apenas momentâneo. Em breve, haverá mais, pois sempre há um amanhã, que é construído com o suor, as lágrimas e os sorrisos que damos hoje. A vida continua, mas são esses momentos que a transformam em algo mais do que apenas uma série de acontecimentos, mas sim um lar de memórias.

sábado, 10 de setembro de 2011

Bienal: Nota 10

Por Gabriel Guimarães


Em um dos dias que surpreendeu pelo número de visitantes, bem acima do esperado, a 15ª edição da Bienal foi uma oportunidade realmente incrível para a integração do público de quadrinhos. Começando antes mesmo de abrir seus portões a público, com as matérias publicadas no jornal "O Globo", em que foi destacado o interesse da loja de produtos relacionados para a arte sequencial Comix em abrir uma filial no Rio de Janeiro, a feira literária foi muito positiva para quem esteve presente, e com certeza rendeu excelentes aquisições e experiências para todos.

Carlos Ruas autografando seu livro
no estande da Devir
Desde cedo com ilustres convidados como Maurício de Sousa, que autografou em diversos estandes, inclusive novamente com Ziraldo na editora Melhoramentos; Carlos Ruas, autor das tirinhas "Um Sábado Qualquer", que estava assinando seu livro no estande da Devir, que esteve bastante cheio hoje; Estevão Ribeiro; e o já citado Ziraldo, o evento abrangeu uma quantidade considerável de nuances e temas, permitindo uma integração muito boa com os leitores.


Entrada da Livraria São Marcos
Nos estandes em si, o destaque fica para os descontos em vários deles, dentre os quais, o da editora Leya, da qual o selo Barba Negra faz parte, com todos os seus livros 30% mais baratos, dentre os quais, o bom "Morro da Favela", do quadrinista André Diniz; o estande da Livraria Francesa, com 50% de desconto, e cujo material inclui desde obras de Moebius até material produzido em mangá na França; e a Livraria São Marcos, com descontos extremamente convidativos, além dos bons materiais disponibilizados, como a proposta em formato peculiar, porém, interessante, "O Cabra", feito pelo brasileiro Flávio Luiz, que esteve à venda no estande da Comix, e as edições de clássicos dos periódicos americanos do começo dos quadrinhos enquanto meio de comunicação de massa, tais como "Terry and the Pirates" "Flash Gordon".

O dia antecedeu o gran finale deste grandioso e intenso evento, que apesar de ter sido bastante desgastante pela quantidade de pessoas presentes e a quantidade de estandes para serem observados, foi um grande marco para atrair mais atenção para o reconhecimento das histórias em quadrinhos enquanto forma de estímulo intelectual, o que pode render muitos bons frutos para os admiradores da nona arte. Continuamos torcendo para que essa percepção se expanda para quebrar esse preconceito ainda existente com a arte sequencial.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Bienal: Parte Nove

Por Gabriel Guimarães


Para dar início ao final de semana que encerrará a 15ª edição da Bienal do Rio de Janeiro, o dia trouxe um acervo de autores e envolvidos com projetos literários para todos os gostos. Fosse a presença do americano William P. Young, autor do livro "A Cabana", ou o retorno de Thalita Rebouças aos estandes, com sua diversa lista de títulos publicados, o dia reservou algumas surpresas e bons momentos aos que estiveram no Rio Centro.

Ronaldinho Gaúcho com Maurício de Sousa
Um dos fatos que mais se destacou no dia, porém, veio do estande de quadrinhos da editora Panini. Para promover ainda mais a série mensal do personagem Ronaldinho Gaúcho, produzida pelos estúdios de Maurício de Sousa, o próprio jogador participou de uma agitada tarde de contato com os leitores mirins, sendo aclamado por todos os que estavam presentes nas excursões de colégios do dia. Junto dele, o grande padrinho dos quadrinhos brasileiros, Maurício em pessoa. Uma vez que o pequeno personagem de quadrinhos "cara-metade" de Ronaldinho fora lançado numa época em que o jogador ainda atuava na Europa, o evento hoje permitiu que, enfim, ele pudesse se entrosar com o seu público carioca e brasileiro, em geral. Muito populares entre os mais jovens, o pequeno e o grande Ronaldinho proporcionaram uma enorme festa para todos, que tiveram uma tarde para não ser esquecida.

Dentre os outros elementos que chamaram a atenção, ficam os bons descontos oferecidos ao longo do dia em diversos estandes em todos os pavilhões, além da oferta de muitos gêneros de quadrinhos, desde os livros de Tintin, do quadrinista belga Hergé, até Sandman, obra máxima do britânico Neil Gaiman, em vários pontos do evento. Para quem procurar com afinco, há muitas oportunidades de encontrar bons quadrinhos e o evento ainda promete render bastante positivamente nesses últimos dias.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Bienal: Oito é Demais (?)

Por Gabriel Guimarães


No dia depois do grande feriado, o movimento esteve bem mais tranquilo nos estandes do Rio Centro, na medida do possível, uma vez que muitos colégios estiveram presentes hoje para levar seus alunos para o imenso e maravilhoso mundo da literatura, neste dia que é o dia internacional da alfabetização. A fim de estimular esse aprendizado, foi possível encontrar muitos livros com desconto e várias adaptações para os quadrinhos dos grandes clássicos, como "Sherlock Holmes", de sir Arthur Conan Doyle, "Alice no País das Maravilhas", de Lewis Carroll, e "O Alienista", de Machado de Assis (o blog já fez uma matéria para explorar essa relação entre a cultura da leitura e os quadrinhos aqui).

Com tantos jovens entre o público, ficou clara a preferência ao longo do dia pelos etandes que ofereciam material com atividades extras a preços mais em conta, e isso foi u dos destaques do dia. Rumando para os últimos dias do evento, alguns estandes começaram a realizar descontos maiores e promoções mais atrativas, a fim de estimular novamente o público a conhecer seus materiais. A editora Cosac Naify, que já publicou poesia em quadrinhos e que também foi a responsável por relançar os volumes escritos pelo bom autor argentino Adolfo Bioy Casares nos últimos anos, dentre os quais, "A Invenção de Morel", livro essencial para os fãs de ficção científica, é uma das editoras que está oferecendo preços bem mais acessíveis, com cerca de 30% de desconto nos livros de seu estande.

Mesmo nos estandes de menor porte, foi possível encontrar boas ofertas, atraindo assim muitos dos pequenos e grandes leitores. Desde mangás até graphic novels, a diversidade de quadrinhos oferecidos foi grande e a procura foi positiva, rendendo bons comentários dos funcionários dos estandes.

Amanhã, a cobertura da 15ª edição da Bienal do Rio de Janeiro continuará a toda, na esperança de estar podendo trazer a todos vocês, leitores, o panorama mais preciso de tudo envolvendo a arte sequencial que está acontecendo ao longo desses seus onze dias de realização. Boa leitura para todos!

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Bienal: Sete Dias

Por Gabriel Guimarães


Como previsto, o dia de hoje na 15ª edição da Bienal do Rio de Janeiro foi marcado pela quantidade de pessoas que visitou os pavilhões do Rio Centro. Excedendo em muito o número de visitantes dos outros dias, foi bastante difícil conseguir encontrar o espaço necessário para saborear o evento, porém, isso não foi impossível.

Desde a manhã com filas enormes tanto dentro quanto fora do evento, o dia marcou um forte estímulo à leitura, com a presença de autores ilustres como Laurentino Gomes e Ziraldo, e, nem de longe, foi um dia que se limitou à super lotação que o caracterizou. No estande da editora Singular, parte da editora Ediouro, por exemplo, ocorreu o lançamento do livro "Reféns", escrito por Rafael Neves, que conseguiu ter uma boa recepção do público e uma boa troca entre o autor e seus leitores. A presença do padre Marcelo Rossi, também, foi outro acontecimento que movimentou muito vários grupos de pessoas que haviam ido à Bienal para o encontrar, e foi um fato marcante no dia.



Volumes presentes no estande da Editora Francesa

Para os quadrinhos, fica o impressionante acervo que a Editora Francesa ostenta em seu estande, com muitos livros clássicos de quadrinhos, em especial, muitas obras de Moebius, e alguns dos livros do gaulês Asterix, criado por Gosciny e Uderzo. Os livros, entretanto, estão em francês, mas ainda assim, valem uma visita e uma demorada folheada pelas suas belas páginas e acabamento de primeiro nível. No estande da editora Luz & Vida, a arte sequencial também ganhou destaque através do mural do Smilinguido, onde os personagens de quadrinhos infantis puderam ser bem lembrados pelo público que passou à sua frente para tirar fotos.

O mural do Smilinguido fez bastante
sucesso entre os visitantes

O público da nona arte hoje marcou hoje bastante presença, e os estandes voltados exclusivamente para o meio ficaram abarrotados de pessoas por todos os lados, ainda que suficientemente sob controle para que todos pudessem procurar todas as edições que estavam procurando.

A partir de agora, começam os últimos dias desse grande evento que é a Bienal, porém, ainda há muito que se falar dele, sem dúvida. Para o porvir, resta apenas aproveitar e torcer para novos bons dias para os quadrinhos nessa imensa feira literária, capaz de atrair tantos potenciais leitores.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Bienal: Capítulo Seis

Por Gabriel Guimarães


Os pavilhões do Rio Centro foram hoje cenário de algo que tem faltado muito para a formação da juventude nos dias atuais: um exemplo de vida. No estande da editora Novo Conceito, aconteceu o lançamento do livro "Uma Vida Sem Limites", escrito a partir das experiências do americano Nick Vujicic. Nascido sem pernas e nem braços, ele se tornou um dos grandes exemplos de superação da atualidade, ao usar sua vida para demonstrar que não há limites físicos que possam limitar de verdade o espírito humano quanto a até onde pode chegar, se assim tiver vontade. Apesar de o dia não ter tido tanto público quanto deveria para um acontecimento desse nível de importância, o testemunho de Nick pôde ser observado por muitas crianças, que estavam andando pelos pavilhões em excursões escolares, e não existe nada mais essencial que isso.

É através desses exemplos de vitória que o artista brasileiro precisa se inspirar, que o fôlego na luta pelo reconhecimento dos quadrinhos enquanto meio de comunicação e obra de arte se renova, e, portanto, não poderia, nem deveria, ficar de fora da cobertura da 15ª edição da Bienal do Rio de Janeiro.

Para os outros destaques do dia, vale comentar que a editora Taschen está com uma luxuosa cópia lacrada do livro "75 Years of DC Comis: The Art of Modern Mythmaking", escrita pelo editor da DC, Paul Levitz (e que já foi comentada aqui no blog antes, na matéria sobre a reformulação do universo DC), que atrai olhares de todos os que passam por ali. Entre os outros estandes, continua o sucesso da Comix e da Panini e a quantidade considerável de estandes com revistas a preços bastante acessíveis, a fim de instigar novos leitores.

O dia foi tranquilo, como uma calmaria antes da chuva. Amanhã, o Rio Centro promete estar mais lotado do que em todos os dias anteriores, em decorrência do feriado, e com certeza, haverá muita atividade por lá. Aguardemos para ver o que o dia de amanhã reserva para a nona arte.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Bienal: O Quinto Elemento

Por Gabriel Guimarães


A Bienal hoje viveu um pouco de calma após o final de semana tão agitado. Houve mais tempo para que os profissionais lá empregados tomassem o fôlego necessário para manter a atenção nos visitantes e, assim, poderem ajuda-los em suas jornadas.


Estande grande da editora V&R
dedicado ao "Diário de um Banana"

Estandes como o da editora Vergara & Riba (mais popularmente conhecida como V&R Editores), focado na obra "Diário de um Banana", que já foi premiado com o Eisner Award, chamaram muito a atenção, e produziram bons comentários por parte do público, tanto dos jovens quanto dos recorrentes leitores da série de livros. Inclusive, quanto à história, já está sendo finalizada a produção do segundo longa metragem baseado nela e, em breve, estará disponível nos cinemas ao redor do Brasil.

Entre os demais destaques do dia, fica uma observação para a carência que o ambiente do Rio Centro tem, em relação à conectividade dos aparelhos eletrônicos. Para um evento do porte internacional que a Bienal é, mostra-se absolutamente necessário que exista uma rede wireless disponível para os usuários utilizarem nos pavilhões, assim podem trocar informações sobre o evento e pedir ou receber informações sobre o que está acontecendo nos estandes de seu interesse. Os setores das editoras voltados para a distribuição de informação e por criar uma via de comunicação com os leitores deveriam tomar alguma providência quanto a isso, que tem sido um incômodo considerável para muitos.

Ademais, o dia teve o lançamento do terceiro volume da série de livros "Como Treinar Seu Dragão", pela editora Intrínseca, que foi algo bastante interessante para os que estiveram presentes. Uma vez que foi adaptado pela Dreamworks para um filme de animação em 2010, a história ganhou muitos admiradores, e tem gerado bons rendimentos para os responsáveis por sua publicação.

Versão Go-go da pequena Mônica
Outro material que tem rendido ótimo retorno é a nova série de bonecos Go-gos da Turma da Mônica, que já estão sendo colecionados por crianças de todas as idades, dos 8 aos 80 anos, e tem praticamente voado para fora do estande da Panini e das bancas de jornal que já estão com esse material disponível para venda.

O ambiente continua muito interessante e demonstra estar se preparando para o dia em que deve receber o maior número de visitas de todos os dias do evento, a quarta-feira, dia 7 de setembro, no feriado do Dia de Indepência do Brasil. Muitos dos que não foram até o momento para conferir as atividades nessa 15ª edição da Bienal no Rio de Janeiro estão apenas aguardando a chegada do grande feriado para fazê-lo, e esse dia, meus caros leitores, promete ser o mais agitado de todos. Aguardemos para ver.

domingo, 4 de setembro de 2011

Bienal: Episódio 4 - Uma Nova Esperança

Por Gabriel Guimarães


Em meio ao dia de maior potencial de visitas até agora da 15ª edição da Bienal do Rio de Janeiro, muitas famílias e profissionais do meio aproveitaram seu domingo para caminhar pelos corredores do Rio Centro e conferir a grande feira literária que estava se dando. Por essa razão, os estandes hoje estiveram verdadeiramente lotados. A Comix precisou de fila para que houvesse apenas um número razoável de pessoas no seu interior por vez, e a Panini precisou fechar de tempos em tempos as entradas para que todos os clientes pudessem ser atendidos. Com tanta agitação assim, o dia parece ter sido difícil, mas não foi, nem um pouco.

Livro produzido pela
parceria inédita entre Ziraldo
e Maurício, lançado hoje

Hoje, para a alegria de seus milhares de leitores presentes, o padrinho dos quadrinhos brasileiros, Maurício de Sousa, esteve autografando quase ininterruptamente seus lançamentos em muitos estandes, como os das editoras Ave Maria, Panini e Melhoramentos. Fosse a edição "Minha Primeira Bíblia da Turma da Mônica", "MSPnovos50", ou então o livro que foi uma inédita parceira sua com o cartunista carioca Ziraldo, "O Maior Anão do Mundo", Maurício atendeu a todos os presentes que haviam recebido as senhas necessárias nos estandes antes do início das sessões, o que trouxe uma alegria sem medidas a cada um.



O pequeno Maurício,
atrás do grande Maurício

Mesmo com a presença de ilustres convidados, como a atriz e cantora americana Hillary Duff e os repórteres âncoras do Jornal Nacional, Fátima Bernardes e William Boner, o nome mais falado em quase todos os estandes foi o de Maurício de Sousa, o que ficou perceptível para qualquer um dos visitantes do evento. Uma vez que seu material pode ser encontrado em bancas de livros na maioria das editoras, como a L&PM ou a Globo, e suas revistas hoje representam 85% das vendas da editora Panini, esse reconhecimento e admiração são totalmente justificados. O público hoje teve chance de mostrar seu carinho por Maurício, e este, defnitivamente, mostrou seu imenso carinho por todos os seus leitores, proporcionando momentos inesquecíveis para muitos.

Entre os destaques do dia, também estão a editora Babel, que está com um material voltado para o público mais novo com personagens como o Capitão América e o Homem-Aranha em seu estande, e o volume de pessoas nas praças de alimentação do evento, que deram uma boa imagem geral do contingente de visitantes no dia.

O primeiro fim de semana dessa edição da Bienal chega ao fim, mas as memórias de seus acontecimentos marcantes ficará para sempre nas mentes e corações dos que puderam saboreá-lo. Ao longo dessa semana, haverá muito mais acontecendo, e novas oportunidades surgirão para aproveitar toda essa produção voltada à literatura, ensino e enriquecimento cultural. Cabe apenas a nós querermos aproveitá-las.

sábado, 3 de setembro de 2011

Bienal: A Trilogia

Por Gabriel Guimarães


No primeiro sábado desde o início da 15ª edição da Bienal do Rio de Janeiro, a palavra do dia parece ser "especial". Muito agitada desde a manhã, com a presença de grandes nomes do mercado literário como Thalita Rebouças e Ferreira Goular, a feira atraiu muitas famílias e o clíma esteve mais leve do que no dia anterior. Com a imensa diversidade nos estandes, os gostos de todos puderam ser saciados, tornando o dia uma experiência bastante prazerosa.


Ziraldo esteve autografando
vários livros em vários estandes
Não foi, porém, apenas para o público de livros em geral, que grandes nomes estiveram presentes. A Bienal hoje contou com uma excelente safra de profissionais dos quadrinhos, que atenderam seu público com uma primazia que merece um destaque aqui no blog. Com nomes como Maurício de Sousa, Ziraldo, Fábio Moon, Gabriel Bá e Estevão Ribeiro, o dia foi bastante cheio e movimentado. O padrinho dos quadrinhos brasileiros e criador da turminha da Mônica esteve em uma quantidade impressionante de estandes, autografando e tirando fotos com centenas de seus leitores, que puderam sentir de perto a bondade desse profissional tão querido. Quase ininterruptamente, Maurício foi de um estande para o outro, sempre preocupado em não deixar as filas de fãs e admiradores sem resposta. Todo esse cotnato que ele tem com o público é talvez o maior diferencial na sua personalidade em relação a tantos que alcançam o sucesso e esquecem suas origens.


Estevão Ribeiro, em frente
a seu personagem, autografa
no estande da Saraiva
Os estandes estiveram também lotados de leitores ávidos pelas revistas e livros de arte sequencial e novamente o bom atendimento e a consideração com o público foi o grande diferencial. Por mais que isso tenha sido dito nas matérias anteriores, a sua importância requere que seja repetida, pois trata-se de um fator fundamental para um evento do porte que é a Bienal, que atrai milhares de pessoas todos os dias para os seus largos pavilhões.

Ao longo do dia, também aconteceram sessões de autógrafo que atraíram muito o público, como o do livro "O Livro dos Gatos" e a coletânea de tiras dos "Passarinhos", feitos pelo carioca Estevão Ribeiro, que atendeu a todos que compareceram de forma bastante receptiva no estande da Saraiva. No estande da Panini, que foi dominado hoje pelas imensas filas para os caixas, houve o lançamento da HQ "Daytripper", dos gêmeos Moon e Bá, que também causou uma movimentação bastante agitada por parte do público (e cuja presença hoje lá foi emocionalmente descrita pelos próprios, em seu blog 10 Pãezinhos).

Os gêmeos Fábio Moon e Gabriel Bá
autografaram muitos exemplares
no estande da Panini
O dia foi muito especial, pela presença de grandes figuras do mercado editorial brasileira, e ainda acima disso, das grandes pessoas que são essas figuras. Para quem esteve lá, ficou o sentimento bom de um momento que valerá sempre a pena lembrar, e que conseguiu um espaço bastante especial nos nossos corações. O caloroso encontro com Sidney Gusman, grande responsável pela produção dos três volumes do MSP50 (cuja estratégia de divulgação para a terceira parte foi analisada aqui no blog), foi talvez um dos melhores momentos do dia, e refletiu o quão agradável tem se mostrado essa edição da Bienal.


Tem sido um imenso prazer para os presentes esse evento, e os dias por vir demonstram bastante potencial para repetirem esse sentimento. Desde já, fica uma nota para agradecer a todos os responsáveis por esses momentos tão importantes. Amanhã tem mais!

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Bienal: Segundo Dia

Por Gabriel Guimarães


No segundo dia da 15ª edição da Bienal do Rio de Janeiro, para antecipar como o evento deve estar durante o fim de semana, o público esteve muito mais presente do que na abertura. Com muitas escolas fazendo excursão de suas turmas para a grande feira literária, a faixa jovem predominou nos estandes e gerou uma alta movimentação entre os representantes da arte sequencial.

Estantes de quadrinhos
no estande da Cia. das Letras
Além dos três estandes mencionados antes, que hoje novamente foram destaques pelo bom atendimento e pelos preços surpreendentemente convidativos, os quadrinhos também estiveram presentes nas áreas destinadas a algumas editoras e às lojas de grande porte. Editoras como a Companhia das Letras, cujo trabalho com quadrinhos no seu selo "Quadrinhos na Cia" (que já foi abordado aqui no blog antes), vem recebendo cada vez mais elogios, e a ainda caloura no mercado editorial brasileiro, Nemo, foram algumas das que tiveram boa receptividade do público da nona arte.

No estande da Companhia das Letras, há duas estantes apenas com quadrinhos, de gêneros extremamente diversificados e com plena condição de atrair o público, porém, os preços não se modificaram em nada, e o ambiente acaba se tornando apenas mais uma livraria comum, infelizmente. A quantidade disponível de conteúdo, entretanto, vale a pena ser conferida.

Volume de Arzach publicado
pela editora Nemo
Já a editora Nemo, que iniciou seus projetos no país lançando a obra "Arzach", do artista francês Jean Giroud, mais conhecido por seu pseudônimo artístico Moebius, recebeu muito bem o público, porém, por questões de problemas com a impressão, ficou sem condições de realizar o lançamento de sua próxima obra, que é aguardada de forma ansiosa pelos leitores,: "Corto Maltese: Juventude", de Hugo Pratt, volume este que não chegou a ser publicado pela antiga editora que detinha os direitos sobre o personagem marinheiro, a editora Pixel. O lançamento, porém, está previsto para o mês que vem, e ainda vale ser analisado de perto. O tratamento que está sendo dado pela editora ao material das histórias é algo que merece uma menção e um devido reconhecimento aqui, também.


Quanto aos demais estandes e os acontecimentos do evento no dia, vale destacar a confirmação da sessão de autógrafos que acontecerá no dia 11 com o escritor Eduardo Spohr, autor dos livros "A Batalha do Apocalipse" e "Filhos do Éden" e participante ativo na comunidade da cultura nerd através do Nerdcast feito pelo site Jovem Nerd. Para os que estiverem presentes, será uma grande oportunidade para conhecer o autor, que está em ascenção no momento do mercado. Outro fato que chamou a atenção hoje foi que, após apenas um dia liberado para venda, o volume especial publicado pela Panini da HQ "Daytripper", feita pelos gêmeos paulistanos Fabio Moon e Gabriel Bá, já esgotou, e só estará disponível para os interessados amanhã, próximo à hora em que os dois autores estarão presencialmente lançando seu material no estande.

Enfim, foi mais um dia de resultados positivos para os que estiveram presentes no evento, e amanhã, com certeza, trará muitas outras boas notícias. Fiquem de olho, pois ainda tem muita Bienal para acontecer pelos dias adiante!

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

E A Bienal Tem Início!

Por Gabriel Guimarães

Hoje, teve início a 15ª edição da Bienal literária na cidade do Rio de Janeiro, realizada nos três pavilhões do Rio Centro, localizado entre o bairro da Barra da Tijuca e o Recreio dos Bandeirantes. Focado na criação de um ambiente voltado para a leitura e o estímulo de evolução acadêmica, o evento está com uma quantidade considerável de estandes, ocupados desde editoras de renome internacional como Ediouro e Record até lojas de livrarias, como Saraiva e Livraria da Travessa, e pequenos sebos, localizados ao longo de vastas fileiras, com ofertas específicas que podem chamar a atenção dos visitantes.

Inaugurada na tarde da tarde, a imensa feira de livros passou por um momento de certa preocupação e tensão, uma vez que a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, ao estar presente para a abertura dos portões e para participar de debate no Espaço Mulher e Ponto do evento, foi ostilizada por estudantes descontentes com a situação da educação no país (questão que já foi discutida antes aqui no blog, também). O quadrinista Ziraldo, presente nesse momento da confusão, acabou se tornando personagem da polêmica, ao entrar em conflito com alguns dos jovens por estes não permitirem sua entrada no auditório onde Dilma estava.

Os ânimos, porém, se acalmaram com o passar do tempo, e o evento, enfim, pôde voltar ao seu foco inicial,: a leitura e o enriquecimento cultural. Com mesas de discussão, onde estavam presentes grandes nomes do meio editorial, como o autor, editor e professor da UFRJ, Paulo Roberto Pires, o evento abordou muitas questões importantes, como o papel da crítica e a o papel da literatura culinária nos dias atuais.

Para o público admirador da arte sequencial, há, também, uma série de fatores estimulantes e extremamente animadores. Os estandes das editoras Panini e Devir, e o da loja Comix, em especial, são excelentes pedidas capazes de levar qualquer leitor de quadrinhos ao êxtase. Em primeiro lugar, os novos lançamentos, que serão devidamente apresentados ao público pelos seus autores posteriormente, como o MSP novos 50 e o Daytripper, já estão disponíveis e com descontos convidativos. A Panini, inclusive, está com dois estandes extras ao seu principal com apenas o tema da turma da Mônica, um no primeiro pavilhão voltado para a venda de assinaturas das revistas da turminha e de sua versão teen (que já foi analisada aqui no blog antes), e outra mais para crianças, numa forma de estimular a leitura da juventude. Vale a pena conferir.

Ainda no estande da Panini, não há como ficar sem comentar das duas estátuas em tamanho real expostas, com os personagens Lanterna Verde e Homem de Ferro, muito bem detalhados e que atraem muitos olhares e flashes de câmeras. Outra boa notícia é que também já foi disponibilizada para venda os bonecos da série Go-gos da turma da Mônica, que será, com certeza, uma febre entre os mais novos, que estavam bastante excitados com a quantidade de revistas postas nas prateleiras.

No estande da Devir, há melhoras em relação à última Bienal, quando seus produtos possuíam um preço um tanto caro e, por essa razão, acabou afastando seu público-alvo em potencial. Este ano, os produtos importados ainda são o grande destaque da editora paulista, porém, o excesso na cobrança foi amenizado, e o atendimento dos representantes presentes no estande melhorou muito, a ponto de chamar a atenção de quem estava lá presente.

No estande da Comix, entretanto, é que se encontrava a maior diversidade de quadrinhos disponíveis para os aficcionados pela nona arte. Também contando com um ótimo tratamento ao visitante e com descontos espetaculares em alguns ítens, que recomendo muito para serem conferidos, a loja realmente surpreendeu, mantendo o nível da última edição do evento no Rio de Janeiro. Para encontrar livros teóricos e de estudo de quadrinhos, inclusive, aqui é o seu lugar.

O dia de abertura, por se tratar de um dia de meio de semana, acabou não atraindo tanto público quanto o fim de semana certamente trará, porém, o gostinho desse grande e maravilhoso evento literário já ficou na boca de quem esteve lá presente, sem querer fazer referência às dicussões sobre livros culinários que aconteceu ao longo do dia. Que venham mais dias assim e ótimos rendimentos em termos de cultura para todos que puderem conferir!

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Bienal e Quadrinhos

Por Gabriel Guimarães


A cada dois anos, acontece, no Rio de Janeiro, um dos grandes eventos literários do cenário brasileiro, reunindo grandes nomes tanto entre os autores quanto entre os profissionais do livro,: a 15ª edição da Bienal. Sempre pondo os holofotes nessa questão que o país ainda não presta devida atenção, a educação (como expus em matéria antes aqui no blog), o evento é uma referência para as novas gerações de leitores, que se renovam continuamente com toda a produção realizada pelas editoras, ao montarem seus estandes e estimularem leitores a conhecerem os responsáveis por escrever e publicar o material que tanto lhes influenciou e maravilhou.

A cada biênio, o evento cedeu mais espaço para o meio de comunicação que tanto nos fascina, os quadrinhos, e, para este ano, não será diferente. Se, na última edição do evento, os gêmeos Fabio Moon e Gabriel Bá, Maurício de Sousa, Ziraldo e o autor da história "Umbigo Sem Fundo", o americano Dash Shaw, estiveram presentes, este ano, teremos muito em que prestar atenção.


Na última Bienal, o estande da editora Panini teve
até uma estátua em tamanho real do Hulk

Com os lançamentos agendados do terceiro volume da homenagem ao grande padrinho dos quadrinhos no Brasil, o "MSPnovos50" (que teve uma matéria já antes aqui no blog, analisando sua estratégia de divulgação), da premiada HQ "Daytripper", dos gêmeos (que chegou a  ser matéria aqui no blog quando foi indicada ao Eisner Award, que ganhou), e da antologia de tiras de "Os Passarinhos", de Estevão Ribeiro, pela Balão Editorial (cujo editor Guilherme Kroll já foi entrevistado antes aqui no blog), a Bienal deste ano promete ser bastante movimentada e estimulante. 


Com previsão inicial de 640 mil visitantes e uma venda de livros estimada em 2,5 milhões de exemplares, os pavilhões do Rio Centro receberão muito ansiosos todo esse ávido público admirador da leitura em geral e da nossa querida arte sequencial. A cobertura do evento poderá ser conferida aqui no blog, ao longo de matérias especiais que serão publicadas ao longo dos dias 1º a 11 de setembro. Aos que pretendem ir conferir a Bienal em algum desses dias, fica desde já o desejo para que aproveitem o máximo possível tudo do evento e que tenham experiências inesquecíveis e positivas. Quem sabe não nos esbarramos por lá?